Como o vento e a terra tudo há-de acabar
o que o meu coração não aguentar
esqueceu ou deixou de amar.
Como tudo tem um FIM a paixão morreu em mim
mas a imagem continua presente
Agora e para sempre.
Aquela imagem de encantar
porque uma amizade nunca acaba
com a possibilidade de amar
sim... amar
Mas de uma maneira diferente
já não quero mais chorar
mas levantar-me e seguir em frente
Enfrentar o amor, o amor e a saudade
porque amar não é só sofrer na minha idade.
Amor, amar, o que será na realidade
será alegria, será dor
ou será apenas saudade
saudade...saudade que ainda sinto
saudade que não vou esquecer
saudade que não evito e que levarei comigo até morrer...


Saudade e não só
alegria, respeito admiração
tudo o que sinto por alguém
bem dentro do meu coração
Mas quando percebi, já tarde
que em toda a confusão
eu perdi... eu sofri...e algo morreu dentro de mim
Sem lágrima... sem dor... mas com AMOR
Eu descobri, que depois do que vivi
eu não consegui ser... EU
Mas nunca há-de voltar
aquele dia solitário e viril
Duma linda tarde de Abril
em que à nossa volta existia apenas uma espera
Uma espera pelo dia teu... dia meu...
dia que o mundo esqueceu
porque tudo acabou e nada mais existe... sinceridade apenas
sinceridade que tarda mas não falha
como o ingénuo primeiro espinho de uma rosa
dentro de um coração pequeno
pequenino como o de um pássaro
que não sabe voar porque ninguém lhe ensinou
e ninguém consegue ver o coração que não suspirou
coração que se tornou de pedra
coração que não quer viver
coração que sofre pelo amor que ACABOU...

Uma memória de 1991 agora reposta para: Fábrica de Histórias

[2012/03/25]


Trentemoller - Miss you


A noite chegou e com ela a calma crescente de mais um dia de trabalho chegado ao fim. A mente orienta o pensamento para ti, novamente. Tu existes!
Olho à minha volta, sinto ainda o teu cheiro...
No cinzeiro a limpeza dos cigarros que não fumaste, no copo o vazio do Porto que não bebeste. Ainda oiço os pingos que caem do chuveiro, daquele duche que acabaste de não tomar e lá fora, a Lua alta testemunha a lágrima que rola da minha face, por tudo aquilo que escrevi, mas não vivi. E sozinha, mais uma vez vou-me deitar! Vou dormir o sonho de não acordar e te ter perto de mim...

Deito-me e escuto o silêncio que existe no meu viver
Procurando saber o segredo que guardas no teu sofrer
A calma que releva do meu jeito de tanto te amar
A infantilidade e pureza que emanam do meu prometer

Como as ondas que batem na areia e espumam de tanto chorar
Como os olhos que coram sensíveis de tanto prazer
Absorta nos meus pensamentos eu vivo a imaginar
E acordo, sem nunca ter dormido, no teu amanhecer

Composição de vários textos antigos e agora reeditados para: Fábrica de Histórias

[2011/11/20]

23:45


foto tirada daqui

Um dia decidi que me aventuraria na escrita em Inglês, e o primeiro texto que escrevi nessa língua saíu assim.

Hoje decidi traduzi-lo para a minha (nossa) língua e este é o resultado:

Insanidade

A noite chegou
O Sol põe-se no horizonte
estou perdida nos meus pensamentos
pensando como será o amanhã.
Os olhos perdidos no nada
passo a passo instinctivamente,
E aqui vou eu...
De repente eu estava lá,
o mar mesmo ali à minha frente,
a vida à espera de ser enfrentada
à espera que as minhas lágrimas fossem choradas
que se partilhassem os meus pensamentos.
Como cheguei aqui?
Vim a correr? A caminhar?
Gargalhava? Estava a chorar?
Ou simplesmente calada?
Caí? Falhei?
Reergui-me?
Tive ajuda?
Não me recordo...
Amei? Odiei?
Não me recordo...
Estou apenas aqui, entre nada
sem a menor ideia de como aqui cheguei,
mas estou aqui!
o que fiz eu com o meu tempo?
O que fiz eu com a minha vida?
Onde perdi a minha sanidade...??

[2011/06/20]
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D'Eu
Sara Tavares - Muna Xeia

O nosso último silêncio foi muito intenso e prolongado. Lembras-te? - Disseste-me: "nunca tínhamos estado tanto tempo em silêncio". Sorri-te, embora tu não visses porque eu estava de costas, mas respondi-te que este nosso silêncio não era um silêncio silencioso ou vazio, mas um silêncio cheio de poesia. "Nem mais" - respondeste.
Durante todo o tempo que durou este silêncio, estive num lugar seguro, isento de problemas, desilusões ou frustrações. Senti a paz que vivias no respirar quente e pesado sobre o meu ouvido, enquanto os teus braços me enlaçavam docemente. "Não estou a dormir, disseste-me" - e eu sorri novamente... mas tu não viste.
Sabes o quanto desejei ter-te assim a cada acordar do dia? Sabes o quanto sonhei poder recorrer ao teu corpo daquele lado da cama quando acordo a meio da noite? Sabes como imaginei começar os nossos dias?...
E todos os silêncios entre nós eu queria que fossem como este. Contendo em si todo o sentimento do que é bonito de viver sem medos, sem culpas. Enquanto estivemos ali, enroscando os nossos corpos e sentindo o calor que esse contacto provocava, eu sonhei assim:

Vem tatuar na minha pele... a tua pele,
Vem desenhar o teu corpo a papel químico... sem papel,
Vem deixar-te em mim como se partisses,
E volta sempre sem nunca teres ido embora.
Aqui me encontras... sempre!

Vem devorar a poesia das palavras
Vem beber do sumo das nossas almas...
Vem escrever a sofreguidão das nossas letras,
Vem receber o amor com que me acalmas.
Aqui me encontras... sempre!

Vem entrelaçar os teus nos dedos meus,
Olhar-me fundo tocando o coração,
Vem ficar junto partilhando a vida
Num breve momento de solidão...

Esta é uma melodia... só nossa...
Aqui me encontras, sempre!

[2011/04/03]



Wave - Tom Jobim


Tudo é tão volátil!

A chuva que durante a noite foi caindo ou o Sol que ainda há pouco rasgava os céus com o seu calor e que entretanto também já murchou.
A felicidade que se esvai no próximo suspiro, ou a tristeza que se esfuma no próximo sorriso... entre um e outro pode existir apenas o tempo de um pestanejar...
Às vezes, sinto que se me rasga o peito numa dor sem fim, uma dor boa de sentir... para no segundo seguinte se agudizar numa dor doída e sofrida de ausência, de vazio...
Procuro transformá-la em grito, sinto até a dilatação dos pulmões num impulso de grito... que sai mudo, e se retraem os lábios e a boca à posição de fechada, mesmo sem perceber o que acabou de acontecer... e dói...
Outras vezes, sinto que me assomam as lágrimas perante a beleza e a essência dos sentimentos tão sentidos, tão bonitos, ou apenas de um local, de um pensamento, de uma paisagem, de uma fotografia, de um momento, de uma memória... Que lágrimas boas que me enchem a alma de alegria e felicidade de existir, de me saber, para logo se transformarem em lágrimas de sangue por tudo o que sinto que é tão grande, tão grande que não cabe em mim... tenho de repartir... 
Vezes há ainda, em que sinto vontade de rasgar o horizonte com punhais de esperança, para logo de seguida a esperança me escapar, quais grãos de areia numa ampulheta... tudo é tão volátil... ...as certezas de que duvido e até as dúvidas de que tenho certeza...
Os silêncios são ensurdecedores, mas por vezes mudos e iluminados pela escuridão, inundados de poesias e pintados com as cores do arco-íris. Silêncios de sons compassados como um mar que se espraia em areias de mil cores, ou chicoteado em fúria contra as rochas num dia de tempestade, ou ainda, em acalmia, sereno… tudo é tão volátil. 
As palavras brotam do silêncio como as notas numa escala musical, e eu escuto! Eu sou o instante, volátil! O silêncio é uma coisa! E se eu me calo... o silêncio falará baixinho. Quando o silêncio fala baixinho vem o escuro, e com ele o medo, as trevas, e nas asas do breu me vejo cercada... confusa...
Feita um instante, soergo-me e dou o compasso... não deixarei que me vençam!
A Lua ilumina a minha noite no silêncio esplendoroso das coisas, e estas bailam ao som das poesias coloridas como borboletas em torno das flores! 
Hoje, a caneta preta habitual não me é de serventia... Parada, inútil por entre os meus dedos...
Olho, estática, a folha de papel, lisa e branca...
Sinto o cheiro do papel virgem onde me quero derramar, ao qual me quero entregar, e a caneta parece só querer escrever saudade, escrever tristeza, escrever receios e medos, escrever dor...
Nego-lhe essa vontade e ponho a caneta de lado... hoje não vais ser a minha companheira,  pegarei em ti novamente quando me transmitires esperança, confiança, coragem...
Pego nos meus lápis de cor e com eles pinto as palavras mais tristes com as cores mais alegres.
A "lágrimas" pinto de rosa; a "dor" pinto de vermelho; a "tristeza" pinto de azul; a "incerteza" pinto de laranja... reservo as restantes cores.
Desenho o meu sentir no papel ao som das letras coloridas...
Pinto a minha vida com as cores que tenho no coração...
Quero vestir a palavra "solidão" de verde, cor que tinha de reserva...
Quero transformar o negro do "medo" e o roxo da "ansiedade" no lilás, ou no alfazema e por eles deixar entrar a Luz.
Quero inventar uma cor nova para a "coragem"...
Quero um novo significado para volátil, porque o que é agora não o é no instante que se segue.


Composição de vários textos escritos anteriormente e agora reeditados para: Fábrica de Histórias



[2011/03/10]

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A cada dia, dia após dia, abria a minha janela para ti.
Recebia-te e ao teu calor que me aconchegava,
como quem te sorri, abraça ou até beija .
Aquecias-me a alma com o teu intenso nascer,
chegavas de mansinho, sempre com um carinho
e eu sentia-me uma princesa que renascia pelo teu alvorecer.
Quando não te via no meu acordar,
era porque algo maior te estava a demorar.
Algumas nuvens ou neblinas matinais
mas tinhas sempre forma de me chegar
tinhas sempre forma de me enviar sinais.
Olhava-te com admiração e alegria, olho-te ainda
não deixes nunca, por favor, de brilhar
não há nada no Mundo que se compare
A tua Beleza, em todos os sentidos, é ímpar...

Podem ler Carta ao Sol #1

[2009/08/29]

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23:51



Desbravei caminhos de enleios.
Entreguei-me sem medo ao percurso armadilhado das emoções.
Arranhei-me nas silvas do sentir, afundei-me nas areias movediças da amizade...
Acordei, sem ter dormido, noites sem fim de estrelas e luares, ...
choveu, secou e voltou a chover e eu não parei...
Despi-me... E ali... onde todos os meus caminhos vão dar...
deixei-me cair exausta nos braços que me acolhem num carinho que parece não ter fim...
Aqueci-me sem sequer ter percebido quão gelada estava...
Escorreguei nas mãos que abarcam todo este mundo
e deixei que pequenas gotinhas do meu orvalho gerassem um oceano.
Assim, calma e tranquila já... adormeci
A tua LUZ foi o que me guiou...

...como é bom chegar e ver a tua Luz...

(2008)

[2009/08/01]
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Por sete mares @olhares.com por Pedro Moreira

Marquei aqui um encontro comigo
Cheguei a horas mas ainda não estava
Começa mal esta nossa questão
Chegar tarde não é coisa que se faça
Quero olhar-me olhos nos olhos
Dizer-me tudo aquilo que penso
Quero depois ver a minha reacção
Sem dúvida que aqui eu pertenço
Mas que lágrimas são estas nos meus olhos?
Porque tremo assim sem razão?
Digo-me a mim própria não vale a pena
Sinto as batidas do meu coração
Acalmo-me, respiro fundo
Ainda bem que aqui eu me encontrei
Já sei que um dia que eu desapareça
Para estar aqui eu tudo farei!

2006
[2009/07/24]

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08:55

Whispering @olhares.com por João Félix

Can you hear the whispers that I swallow
Can you smell the perfume of my cry
Can you tell the steps that I follow
Can you touch the time that passed me by ...

While I watch the moon that gentle smiles
And see the stars that twinkle near
I feel the rhythm of my heartbeat
And I can't avoid one more tear

And when I think of those eyes of yours
With such light that make me shiver
I wonder how it'll be next time
When I have the chance of having you near me

In the moment that I write this lines
Somehow I know I’ll dream of you
I let my thoughts run through my mind
And still have time to say "I LOVE YOU !"

And then, I fall asleep...

[2009/07/17]

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Encontro Anual dos Amigos de Huambo, nas Caldas da Rainha.


Pelo quarto ano consecutivo, vou ao encontro. Já deixei outros testemunhos deste dia sempre memorável, por uma ou outra razão... aqui

Chega-se a casa ao fim do dia exausta, mas com a alma e o coração cheios por todas as emoções mais uma vez vividas. Para alguns é o reencontro após 30 anos, para outros o anual, e ainda para outros apenas mais um encontro, mas sempre tão especial.

A viagem, desta vez abençoada por chuvas torrenciais, aguaceiros, e um sol de vez em quando, foi feita a três, eu a mana Gracinha e a Luísa.

Na Mata da Rainha, a chuva ainda tentou arruinar o convívio, mas a malta aproveitou para ir almoçar e regressou depois, para fazer a digestão junto de outros amigos que entretanto iam chegando...

Para o ano há mais e ... lá estaremos!!


2009/06/29

Sofá I @olhares.com por Fátima Vargas


... e com ela a calma crescente de mais um dia de trabalho chegado ao fim ...
A mente orienta o pensamento para ti, novamente. Tu existes!
Olho à minha volta ... sinto ainda o teu cheiro ...
No cinzeiro, a limpeza dos cigarros que não fumaste,
no copo, o vazio do whiskey que tu não bebeste ...
Ainda oiço os pingos que caem do chuveiro, daquele duche que acabaste de não tomar ...
Lá fora, a Lua alta testemunha a lágrima que rola da minha face ...
por tudo aquilo que escrevi, mas não vivi ...
E sozinha, mais uma vez ... vou-me deitar!
Vou dormir o sonho de não acordar e te ter perto de mim ...


[2009/05/18]
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Cabelos ao vento @olhares.com por maria
Pés descalços, cabelos ao vento ...
Na cara desenhados os rios salgados
Que correm apressados e que não desaguam no mar,
O Sol queima o meu corpo perdido
Que nú se encontra estendido
nesta areia dourada ... salgada.
E que se estende até ao mar
O vento traz até mim a maresia
Como um toque de magia
A pele macia acusa o seu pegajar
E o seu odor me inebria
Tanto quanto eu queria
Sentir-te aqui para te amar ......

"Numa Praia qualquer" ...

(2006)
[2009/05/08]
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13:21


O Ser...

Esta amálgama de sentires, de viveres
Que ocupam o espaço do nosso corpo
E que juntamente com a nossa Racionalidade
Formam a nossa imagem pouco a pouco...

O Ser...

Sofrendo as influências de cada dia
De cada pessoa que passa por nós
Unindo de mãos dadas as diferenças
Nunca permitindo estarmos sós...

AMIGO:

Marcas [te] bem fundo o meu Ser
Olho-te com amor e com carinho
Podias ter passado ao lado
Mas foste ao meu encontro no caminho...

Porque os teus cuidados são verdadeiros
Não apenas de circunstância
Ganhaste a minha admiração e gratidão
Entre nós não há distância...

OBRIGADA!

Escrito nos tempos do Varão, dedicado ao Amigo JA, hoje, dedicado a TODOS/AS os verdadeiros Amigos(as)...

[2009/04/22]
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16:19


Corro numa busca incessante do meu passado
Um passado que irá eventualmente acontecer
Porque passou o futuro aqui mesmo ao meu lado
E me disse ao ouvido para eu não te perder
Corro sem rumo, sem destino ... direita a ti,
Busco lá atrás uma luz, um sinal
Alcanco-te no infinito da tua imagem
Passaste por mim, onde foste afinal?
Quedo-me sem forças nas minhas memórias
Luto, esperneio, grito a minha dôr
Até onde alcança o meu grito silencioso
oiço a tua voz, experimento o teu amor ...

[2006]

O tempo cinzento traz-me melancolia e "desinspiração"... recorro então ao baú, das memórias e dos escritos...

[2009/04/14]
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22:58


For those who may think that I am a fool
And those who know that I am not
I take a deep breath and say with all my heart
not even I know what I am or what I’ve got.
And when the day of the truth comes
I can assure with my raised head
That I've lived my life to the limit
I've lived my life as I really am ...

I don't pretend to be understood
I'm not saying that you must like me
I am what I am whatever that is
And for those to whom I am not, I’ll be ...

I will keep being me, whatever that may be!

[2007]

[2009/04/09]

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Palavras que se soltam da minha boca
Sem som, o seu destino é o papel
Mas o destinatário ... embora não me ouça
Sabe bem que levam um travo de mel
Às vezes saiem em grito mudo
em súplica, em busca de receptor
outras, caladas ou tímidas mas seguras
Exalando calor, ardor e amor ...
Os tempos verbais que as vão servindo
Conferindo-lhes a forma do sentir
Variam entre o presente que vai existindo
E o futuro que ainda está para vir
Nesta história de palavras e sentires
Atribuamos ao coração todo o mérito
Mesmo que um dia olhe para trás
E verifique que está escrita no pretérito
Se assim fôr, possa sorrir porque não?
Foste sem dúvida o meu eleito
A TI entreguei minha alma e coração
Serás um pretérito mais que perfeito!



[2009/03/13]
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21:49


Não sei há quanto tempo foi
Há quanto tempo é que eu senti
E sentindo tanto e tão forte
Conforme o senti, o escrevi
Mas desde que tudo mudou
Tentei mudar meu sentir
E na forma do meu escrever
Encontrar maneira de não fugir
Mas fingir também não é opção
Não sentir é coisa que não se põe
Não escrever mata o meu coração
Não te ver ... mais do que se supõe
Os dias passam e a nostalgia toma conta
A saudade aperta o coração que sofre
O coração chora, e dos olhos a água brota
E o que vivemos, a razão encerra num cofre

Oh razão ... diz à alma que não sofra
Que a vida está toda aí para ser vivida
Faz com que ela te oiça com atenção
E que possa sair da situação sem ser ferida

2007

[2009/03/09]
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11:26

Alentejo por Augustinha Fev. 2008


Já falei de colorir...


Hoje, a minha paleta de cores está gasta,
Não por falta de cor, mas por falta de tinta...
Nela, as marcas de todas as cores, misturam-se. Tons, tonalidades que foram pintando os meus momentos.
Fui-me usando dela sem pensar, que um dia a tinta poderia acabar,
De alguma maneira, as palavras me saiem coloridas, as alegres, mas também as tristes, as que vivenciam esperança ou as que testemunham desesperos...
As palavras coloridas exalam os aromas doces dos sentimentos, mas também os aromas acres desses mesmos sentimentos.
Somos feitos do sentir...
Não tenho, hoje, tinta na minha paleta, para vos dizer que estas palavras estão escritas a verde esperança,
Mas tenho cor na minha vida para vos fazer sentir que sinto azul de paz.
Sei quem sou, sei o que quero ...

Quero um arco-íris de sentimentos!

[2009/03/03]

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22:02

Angola- Fernando Lusbelo


Hoje apeteceu-me voltar a postar algo que escrevi há muitos anos atrás, lembro como se fosse hoje, para um concurso de "poesia" do Liceu. Acabou por ser escolhido para a exposição do Dia Internacional de Poesia e acabei eu própria por ter de o ler em frente de toda a turma... enfim, nem tudo é poesia :)

1991, estavamos em 1991...

"Como o vento e a terra tudo há-de acabar
o que o meu coração não aguentar, esqueceu ou deixou de amar.
Como tudo tem um FIM, a paixão morreu em mim
mas a imagem continua presente...
Agora e para sempre.
Aquela imagem de encantar
porque uma amizade nunca acaba
com a possibilidade de amar
sim... amar...

Mas de uma maneira diferente
já não quero mais chorar
mas levantar-me e seguir em frente
Enfrentar o amor, o amor e a saudade
porque amar não é só sofrer na minha idade

Amor, amar, o que será na realidade
será alegria, será dor
ou será apenas saudade
saudade...
saudade que ainda sinto
saudade que não vou esquecer
saudade que não evito e que levarei comigo até morrer...

Saudade e não só
alegria, respeito admiração
tudo o que sinto por alguém bem dentro do meu coração
Mas quando percebi, já tarde
que em toda a confusão
eu perdi... eu sofri...e algo morreu dentro de mim
Sem lágrima... sem dor... mas com AMOR

Eu descobri, que depois do que vivi
eu não consegui ser... EU
Mas nunca há-de voltar
aquele dia solitário e viril
Duma linda tarde de Abril
em que à nossa volta existia apenas uma espera
uma espera pelo dia teu... dia meu...
dia que o mundo esqueceu porque tudo acabou e nada mais existe...
sinceridade apenas

sinceridade que tarda mas não falha,
como o ingénuo primeiro espinho de uma rosa dentro de um coração pequeno
pequenino como o de um pássaro que não sabe voar porque ninguém lhe ensinou
e ninguém consegue ver o coração que não suspirou
coração que se tornou de pedra
coração que não quer viver
coração que sofre pelo amor que ACABOU..."

[2009/02/18]

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13:45

Calulo, Angola por Fernando Lusbelo


Se do alto de nós próprios
Local ermo e inatingível
Não conseguirmos ver
O que parece impossível
Então é melhor sairmos
De dentro de nós próprios
Para podermos sentir e observar
O que para outros é óbvio
E se depois em nós ficar
Uma estranha sensação
De que não fizemos tudo
Em prol do coração
Só nos resta esperar
Dar o que temos para dar
Que o tempo quanto ao resto
Tudo há-de solucionar...

[2009/01/15]

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