23:46





De ter a ser...


Eu lembro-me de quando apenas tinha mãe e ainda não era. Esses tempos, não tão longínquos assim, eram bem mais fáceis, limitava-me a ter mãe e a ser filha dela. Usufruía de uma cumplicidade subliminar, disparatava como só eu sei, reclamava dos pontos de vista mais sensatos por não encaixarem no meu espírito irreverente.
Hoje sou mãe, e este é um papel muito mais difícil, porque me obriga a domar a minha irreverência, indo ao encontro, afinal, do que me dizia a minha mãe, e por outro, tenho, graças a Deus, a minha mãe para me relembrar isso mesmo!
Sempre fiz valer os meus pontos de vista e os manifestei de forma assertiva, cheia de certezas. As certezas depressa se esvaíram quando tomei pela primeira vez o meu filho nos braços: não havia volta, e agora?
Filhos não trazem livro de instruções anexo. São seres únicos, enigmáticos que vamos lentamente descodificando, até percebermos a personalidade que trazem consigo. 
Educação, a mãe educa, a mãe cuida. Certo, errado? No ser mãe vale essencialmente o instinto, o instinto protector sobre um ser que durante uns anos é totalmente dependente de nós, que precisa do nosso apoio, do nosso incentivo, do nosso amor. Ser mãe é ter a capacidade de encaixar um "és a pior mãe do mundo" quando contraria um qualquer capricho, ou a capacidade de se levantar da cama às 4 da manhã para ir ouvir um "Adoro-te mãe". Ser mãe, é sorrir quando nos apetece desabar em pranto, fazer cara feia quando nos apetece rir à gargalhada da piadola do garoto. É manter a calma quando eles estão doentes e dizer que vai passar, quando eles dizem que nunca vai passar.
Ser mãe é apaixonar-se todos os dias pelo mesmo ser, é calar para proteger, é agir para proteger, é tomar cada decisão pensando em primeiro lugar no filho. Mas mais importante, ser mãe é não deixar de ser mulher, e isso também para proteger o filho.
Ser mãe, é lutar todos os dias por ser melhor, é dizer não quando é preciso e mais que isso, é manter o não até ao fim. Ser mãe é deixá-los ir, vê-los aprender a voar e depois deixá-los ir, e esse treino deve começar desde cedo...


Ser mãe é para sempre, e mais além... e é tão BOM! E ter mãe também! :)


Um Obrigada imenso para a minha ...


Escrito para: Fábrica de Histórias


[2012/05/06]

23:33


Adriana Calcanhoto - 8 anos


Um momento especial
Dois passos pequeninos
Três deliciosas gargalhadas
Quatro noites sem dormir
Cinco golos na baliza
Seis histórias de embalar
Sete abraços ao deitar

Oito anos de amor incondicional

Parabéns meu pequeno GRANDE Amor...

[2012/02/15]

23:33

[23H33]

Parabéns minha cria! 
Mais um ano, e já vão sete desde o dia em que te vi pela primeira vez e em que me tornei uma pessoa infinitamente melhor.
Já vais percebendo de que nem tudo na vida são facilidades, estarei sempre olhando por ti no sentido de que percebas também de que tens de ter sempre confiança em ti e de que serás capaz de tudo aquilo a que te propuseres... cada coisa a seu tempo.

Obrigada, meu pequeno grande Amor por todos os dias me mostrares e me ensinares tanta coisa nova. Tenho também crescido contigo e ao teu lado, obrigada por teres um coração do tamanho do Mundo e um desprendimento muito raro .

Amo-te muito, obrigada por me amares também...

Deixo-te a música que adoro ouvir-te cantar a plenos pulmões :)



[2011/02/15]

Tomás, o super bebé - 2005

Era o último dia daquelas férias de Verão. Como sempre acontece quando se passa algum tempo fora de casa, um misto de ansiedade pelo regresso ao lar e de angústia pelo fim dos dias de descanso, pelo menos mental, tomavam conta de Beatriz. Umas férias de praia, numa casa alugada e com um bebé de 18 meses, não se pode dizer que fossem fisicamente de descanso, mas psicologicamente eram sempre regeneradoras. Afinal, estava com quem mais amava na vida, fora do ambiente de stress que normalmente a envolvia a viver intensamente a natureza, o sol, o mar.

Nesse dia resolveram aproveitar ao máximo a possibilidade de Afonso usufruir daquele ambiente, então foram até à praia logo pela manhã. Almoçariam cedo na esplanada da praia com o nome sugestivo de “Pezinhos N’areia”, luxo a que se davam apenas por ser o último dia e para evitar de ter uma cozinha para arrumar, e de tarde regressariam para arrumar toda a “tralha” que sempre se leva para férias quando se tem um bebé pequeno. Cama de viagem, carrinho, brinquedos, até a almofada Beatriz tinha levado – esse era mesmo um capricho seu, só deixaria a sua almofada para trás se a tal fosse obrigada!

Afonso mostrava-se alegre com aquele sorriso encantador e os caracolinhos dourados, brincando no chão da sala com os seus brinquedos, provando que é preciso tão pouco para uma criança se sentir feliz. Beatriz continuava na azáfama de tentar deixar tudo mais ou menos limpo de areias e arrumado, sempre com um olho no pequenino e no seu brinquedo preferido de sempre: a bola! Luís, marido de Beatriz, assumia as tarefas do costume, e não menos importantes que as de Beatriz, estava lá fora de mala do carro aberta tentando colocar lá dentro tudo aquilo que haviam levado e que agora parecia ter dobrado de tamanho, sim, porque o entusiasmo das arrumações no sentido das férias é infinitamente maior que quando estamos de regresso. Mas Luís era paciente, e lá estava, olhando para as bagagens e para a mala do carro e pensando de si para consigo que alguém lhe tinha trocado o carro durante a noite: aquela pequenina mala tinha mesmo carregado tudo aquilo aquando da partida de Lisboa para o Algarve!? Ele tinha as suas dúvidas. Beatriz, observava sorrindo o ar de seu marido, pela janela da cozinha, e metia-se com ele quando ia lá fora deixar-lhe mais alguma coisa para ele encafuar dentro do carro, ele fingia-se zangado, mas os dois acabavam sempre por rir às gargalhadas daquela situação, toca a tirar tudo e voltar a reorganizar. Luís, por ele, deixaria metade para trás, mas Beatriz, com o seu jeito sedutoramente convincente levava sempre a melhor.

Já só faltava passar revista ao primeiro andar da casa, onde ficavam os quartos e onde ainda se encontrava a preciosa almofada de Beatriz. Para não deixar o pequenino Afonso sozinho, uma vez que o pai continuava lá fora, e assim deveria permanecer por uns bons tempos, pegou no menino, colocou-o encaixado na sua anca e lá foi, cantarolando com o seu pequenino amor, feliz por ter um tesouro nos braços, até ao primeiro andar da casa de férias.

De volta do primeiro andar, Afonso continuava encaixado na anca de Beatriz, na outra mão ela trazia a almofada. Ao fazer a curva da escada, no lugar onde o degrau estreita, Beatriz coloca mal o pé e sem saber bem como, com Afonso ao colo, os dois em desespero, ela gritando “meu filho” e ele gritando “mamã” naquela vozinha tão desesperadamente doce, desce as escadas em desequilíbrio, de três em três degraus, encarando o chão de frente. Ao ver o chão aproximar-se a uma velocidade vertiginosa, Beatriz instintivamente se contorce por forma a virar-se de costas para o chão, proteger o menino abraçando-o com a almofada que permanecia na sua mão esquerda, estatelando-se assim no chão com o filho por cima. Na fracção de segundos que durou a queda, passou tanto pela cabeça de Beatriz, mas o seu filho era a sua única preocupação.

Entretanto já Luís entrara disparado pela porta adentro, ao ouvir os gritos desesperados de sua mulher e filho. Também ele se sentiu desesperado perante o cenário. A mulher, deitada no chão abraçada ao filho e o menino gritando. Beatriz só queria ter a certeza de que Afonso estava bem, pois ela sentia que não se poderia mexer, pelo menos não naquele momento. Luís agarrou no menino que continuava gritando pela mamã, e tentava acalmá-lo. Os tios de Beatriz que passavam férias na casa do lado acorreram a ajudar e enquanto Luís acalmava o menino, os tios acudiam à mãe. Beatriz pedia calma a todos e só depois de lhe terem garantido de que o seu filho estava bem, apenas assustado, ela conseguiu então pensar em si. Percebeu que teria dificuldade em levantar-se do chão. Segundo o tio, tinha um pé completamente em sangue pisado, devia ter sido um entorse dos feios, mas ela nem sentia nenhuma dor no pé, devia ser de estar tão quente ainda. Rebolou no chão e com a ajuda dos tios levantou-se com dificuldade e foi para o sofá com gelo no pé. Esteve assim cerca de uma hora, a noite aproximava-se e ela queria retornar a casa, em Lisboa, ainda naquele dia. E assim foi, Afonso adormecera exausto no colinho do pai, foi colocado na sua cadeirinha, Beatriz instalou-se no carro também com um saco de gelo atado ao pé, e assim seguiram viagem.

Passou a noite com vómitos, devido aos nervos, e no dia seguinte, no hospital, os raio-x mostravam duas vértebras fracturadas e uma entorse no pé, viriam pelo menos dois meses de baixa médica, e um colete horroroso que lhe impediria de se dobrar e de fazer coisas tão simples e preciosas como pegar o filho no colo, dar-lhe banho, etc.

Quando contava aos seus pais, já mais tranquila, a sua “aventura”, a mãe, por entre um sorriso preocupado deixou sair: “Ao menino e ao borracho, põe Deus a mão por baixo”


Escrito para: Fábrica de Histórias - baseado em factos reais

[2011/01/22]

00:08


Há momentos em que qualquer texto que se possa escrever, com mais ou menos palavras, pode parecer demasiado extenso para expressar aquilo que realmente se quer fazer sentir.
Por isso este texto terá muito poucas palavras, mas não deixará de ter aquela que representa melhor o estado de alminha cheia da minha criança perante tamanho presente:

OBRIGADA C.

[2010/11/28]

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Bom, há quanto tempo eu não tatuava aqui ,assim uma daquelas receitas de um "bolicious"!??


Este bolo foi feito para o aniversário do filhote, ontem, mas seria muito adequado também como bolo de Dia dos Namorados por exemplo. não me lembrei de tirar foto antes de ter começado a ser devorado... mas ei-lo.
Foi a prima Daniela que mo deu a conhecer, e reza assim:

Bolo Red Velvet

250 gr de farinha
1 colher cheia (chá) de fermento
1/2 colher (chá) de sal
2 colheres cheias (sopa) de cacau em pó
120 gr de margarina à temperatura ambiente
300 gr de açúcar (eu, pessoalmente roubei 50 gr)
2 ovos grandes
1 colher rasa (chá) de açúcar baunilhado
250 gr (2 pacotes) de iogurte natural açucarado
3 colheres (sopa) de corante alimentar vermelho

Cobertura e Recheio

500 gr de queijo mascarpone*
100 gr de icing sugar
1 pitada de açúcar baunilhado

Bater os ingredientes até obter um creme homogéneo e espesso. Guardar no frigorífico até ao momento da utilização.


Forrar o fundo de 2 formas de 23 cm* com papel vegetal encerado para cozinha e untar os lados com manteiga.
Pré-aquecer o forno a 175º, colocando a grelha no centro.
Peneirar a farinha com o fermento, o sal e o cacau e misturar bem. Reservar.
Juntar o corante vermelho ao iogurte, misturando bem. Reservar.
Numa outra tijela bater bem o açúcar com a manteiga e a baunilha. Adiccionar os ovos um a um, batendo até ficar uma mistura homogénea e fôfa.
A esta mistura juntar, aos poucos e alternadamente, a mistura da farinha e do iogurte. Deve-se começar e acabar com a mistura da farinha e usar a batedeira na velocidade lenta.
Dividir a massa pelas duas formas, previamente preparadas, alisar a superfície e levar ao forno a cozer. O bolos estão prontos quando um palito espetado no centro sair seco.
Deixar os bolos arrefecerem, durante ±15 minutos e dentro das formas, mas em cima de redes para o ar circular por baixo. Desenformar cuidadosamente e quando estiverem completamente frios embrulhar em película aderente e levar ao congelador durante aproximadamente uma hora. Esta estranha operação opera maravilhas no momento de cortar os bolos ao meio para colocar o recheio (estamos sempre a aprender!) - também não fiz isto, não tinha espaço no congelador (risos)
Manusear cuidadosamente as 4 camadas de bolo, que devem estar muito fôfos, e colocar o recheio de queijo** entre cada uma delas. Limpar as migalhas e cobrir por cima e à volta.
Decorar a gosto! Como era para o pacanino optei por gomas :)

* como eu tinha duas formas iguais mas um pouco maiores, acabei por fazer o bolo com apenas duas camadas e não 4 como diz a receita original.


** confesso que tive dificuldade em barrar porque a mistura do queijo estava muito espessa... não foi muito bem conseguido mas... paxiênxia, para a próxima fica melhor. (isto se houver próxima, é que sai um bolo um cadinho caro ;))

A receita foi tirada (copiada) daqui!



[2010/02/16]
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16:23

Tomás, Alfândega da Fé, 08/2009


As pessoas crescidas têm sempre necessidade de explicações...
Nunca compreendem nada sozinhas e é fatigante para as crianças estarem sempre a dar explicações...

Antoine de Saint-Exupéry

Ohh mãe... porque é que estás rabugenta comigo??

(sorrisos)

[2009/08/21]
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... @olhares.com por Marques Tavares Carlos


Como cada Primavera nos traz o desabrochar de novas flores,
de novas essências, cores, vida.
Cada ano da tua vida nos traz novas experiências, novas emoções,
novas essências, cores, vida.
Vejo-te desabrochar sempre mais um pouco, como as flores.
Vejo-te as emoções contidas. Um dia, vais saber lidar melhor com elas.
Vejo mais uma conquista, mais uma vitória
Tudo coisas que ficarão para a tua história.
Não fiques triste agora se não consegues,
Mas segue firme sempre tentando,
porque um dia, qual não será o teu espanto,
chegarás a um lugar mais alto,
um passo mais à frente,
um degrau mais acima,
na escola da Vida!

Tens tempo para brincar, fazer birras, chorar, aprender...
Ser criança.
Não queiras tão cedo deixar de o ser,
Hoje, foi um passo mais. E eu estava lá, como vou estar sempre.
Para te encorajar, para te ensinar, para te amparar
mas és tu quem vai sempre lutar,
Eu terei de te deixar aventurar
Hoje, fui eu quem aprendeu contigo,
que na vida do meu menino... as emoções são...

À flor da pele!!

* para o filho, que venceu a timidez e pela primeira vez na festa do colégio, se expressou numa pequena fala perante o público... um passo de cada vez!! Parabéns filho meu!

[2009/06/20]
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10:48

copiada daqui

Foi um sonho que eu tive.
Era uma grande estrela de papel,
Um cordel
E um menino de bibe.
O menino tinha lançado a estrela
Com ar de quem semeia uma ilusão;
E a estrela ia subindo, azul e amarela,
Presa pelo cordel à sua mão.
Mas tão alto subiu
Que deixou de ser estrela de papel,
E o menino ao vê-la assim sorriu
E cortou-lhe o cordel.


Miguel Torga, Brinquedo in"Diário"

Hoje para todas as CRIANÇAS do MUNDO, principalmente para aquelas que não sabem sequer o que seja ser criança porque não lhes foi dada a oportunidade. Para todas as Maddies, Alexandras, Rui Pedros e principalmente para todas aquelas crianças anónimas. 
Para todas as crianças que não sabem o que é brincar, o que é uma estrela e não fazem ideia do que seja um bibe... um brinquedo... 
Para aquela criança de 3 anos, deficiente profunda, que está no Hospital, apenas à espera de morrer... que nunca soube nada da vida, senão sofrer...

Para TI, minha CRIANÇA, graças a Deus, todos os dias são o teu dia! Amo-te muito!

[2009/06/01]
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08:15


Foi há precisamente 10 anos. E digo precisamente porque estavamos na altura das Bençãos de Finalistas, e elas são por esta altura mesmo.

No meio da Cidade Universitária e por entre uma multidão vestida de preto com capas negras e fitas de todas as cores... podia ser algo muito bonito, não me sentisse eu tão mal. Mas quem é que se lembra de ter varicela aos 24 anos de idade? Vejo-me, trajada a rigor, sentada na relva com aquela sensação de quando a tensão baixa... ainda por cima sob um Sol quente...

Dez anos depois, o filhote aparece com umas sarapintas no peitinho... aí está ele ... o varicela zoster...

Agora, resta-nos a paciência, o cuidado e a esperança de que passe ligeiro... Aguenta filhote, e nada de coçar!

[2009/04/29]
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O Tomás partilha comigo um gosto muito particular pela música. Tal como eu, qualquer tipo de música desde que de qualidade.
Para ele não existe só a música infantil, pelo contrário. Juntos, no carro, entoamos a alta voz os CD's que gravo e, em português ou "inglês" acompanhamos os artistas animadamente.
Seja, a "Chuva" da Mariza aqui exemplificada, ou o "nine million bicycles" da Katie Melua, ou ainda o "Brilho" dos Expensive Soul... é preciso é cantar!! Ahhh... e o que ele delira com o "I'm yours" do Jason Mraz!!?? :D

Partilho convosco, Tomás e a "Chuva" aos 4 anos.

[2009/04/02]

20:46



O tempo já convida ao "walk in the park".

A hora do calor é insuportável, mas mais ao fim do dia, nada como ir libertar a criançada, deixá-los correr, saltar, escalar, ver os peixinhos, enfim... ser crianças livres, e protegidas do vício fácil do videojogo ou da TV, que por vezes, convenhamos, até nos dão jeito...

Mas é bálsamo para a alma olhar para eles, e ver a felicidade por uma simples ida ao parque, tantas vezes adiada pelo frio, mas principalmente pela chuva...



Venham muitos mais dias assim, e muitos mais fins de semana...

[2009/03/14]
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5

21:45





5 anos...

... já passaram 5 anos.

Hoje, 15 de Fevereiro de 2009, já comemorámos o teu aniversário princeso, mas há 5 anos atrás, a esta hora, ainda não tinhas nascido.

Lembro-me como se fosse hoje, era também um Domingo. A mãe e o pai pela manhã foram dar um passeio pela Serra da Arrábida, estava um dia lindo, de Sol, como hoje. Sabíamos que breve breve estarias entre nós, pois a Dra tinha-nos dito para no dia 17 irmos ter com ela. Assim, a mãe preparou-se para ver nesse Domingo à noite o Benfica-Porto ... mas já não viu.
Por volta das 15H deste o primeiro sinal de quereres vir para o nosso lado e assistires conosco no sofá aos jogos do nosso Sporting! Rebentaram as águas, não muito, mas o suficiente para a mãe saber que estava na hora de ir para o Hospital (quem não percebe nada do que é ter filhos deve estar a achar esta conversa algo estranha, but...). Tomei banho e lá fomos, quase que dava para ir a pé filho, mas era melhor não arriscar...

Entramos cerca das 16H e depois da mãe passar por uma série de "etapas", chamemos-lhe assim, que não vou descrever para não ferir susceptibilidades, lá foi para a sala de dilatação, onde soube posteriormente do resultado do jogo - um empate.
Naquela sala, colocam as mãmãs a soro com uma substância chamada ocitocina, que pretende acelerar o processo e as contracções uterinas, acontece que no caso da mãe, o processo sim foi acelerado, mas a dilatação parou num determinado nível que te colocou em risco.

Lembro do momento em que me levaram para dentro e me disseram que íamos esperar pela anestesista, mas ela nunca mais chegava filho e as contrações começaram a ser insuportáveis e a mãe, muito calma chamou a enfermeira e disse não aguentar mais. A médica passou e fez o toque (não queiras para já saber do que se trata), o que ouvi foi: " o bébé está muito em baixo e não tem espaço, esta ainda vai primeiro que a outra" - tal e qual.
Convém aqui afirmar que nasceste durante uma greve de médicos, e que a "outra" era uma jovem que estava na sala de dilatação há mais de 24H.
Assim que a médica disse aquilo, olhou para mim e perguntou: "entende o que vai acontecer?" ao que respondi: "cesariana!"
Ao entrar para o bloco operatório as últimas sensações que tive foram de muito frio, uma máscara a aproximar-se e eu a ouvir gritar: "sofrimento fetal agudo" - e apaguei!

Quando acordei, havia um corropio de enfermeiras achamar o meu nome, vomitei - não é bonito mas são consequências da anestesia geral, e chamei por ti, perguntei por ti. Responderam que já te traziam.
Lá vinhas tu, vestidinho naquelas roupas bonitinhas que escolhemos, mas não te consegui ver bem... a anestesia não deixou...

... mas o meu pacanino milagre estava agora pertinho de mim, o pai ainda te viu primeiro e tirou-te a primeira foto.

... no Hospital houve algumas peripécias, próprias de uma greve de médicos e de muita inexperiência da mãmã - mas acho que nos aguentámos bem. Tive de ser eu a assinar a tua alta 4 dias depois - vá lá, uma médica ainda assim veio ver-te. Porém, na alta médica que assinei li que tinhas tido uma "depressão" e que tiveste de ser reanimado - sei que foi questão de segundos porque o Apgar (índice) foi de 8 ao 1º minuto e 10 ao 5º minuto. Não te mediram, mas estima o pediatra que terás nascido com cerca de 51 cm (aos 15 dias tinhas 53) e tinhas 3650 Kg que graças à tua pouca vontade de comer baixaram um pouco, mas depressa foste recuperando...

Hoje estás um Homenzinho, entendes bem tudo o que te explicamos, e tudo não é fácil de entender - e és o nosso orgulho...

Nasceste às 23H33...

PARABÉNS filho, com TODO O AMOR DO MUNDO!


[2009/02/15]


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09:00


Hoje é sexta feira dia 13.
Dizem as más línguas que este é um dia de azar - nunca o enfrentei com esse espírito, antes pelo contrário.
Não sou supersticiosa e portanto não levo a sério esta teoria, tanto que as últimas sexta-feira 13 que me lembro, até foram agradáveis.
Porém, e porque um dia não são dias, mas os últimos dias dos últimos meses me têm parecido TODOS como a típica sexta feira 13 dos supersticiosos, esta será a minha sexta feira 13 da reviravolta!
Sim, o filho está doente e a antibiótico novamente, pelo terceiro mês consecutivo, desta vez não são otites mas amigdalite...
Sim, está à porta o seu 5º aniversário e ele está com febre há 3 dias...
Sim, estou de baixa por assistência à família...
Sim, a crise toca a todos e tudo está cada vez mais dificíl... mas...

HURRA!!! Hoje é sexta feira 13 e TUDO vai mudar. Vou encarar a sexta feira 13 como a porta aberta para o futuro, o meu futuro!!

Esta é, pelo menos por agora, a minha convicção... e eu costumo ser bastante obstinada, ou perseverante ;)

E porque hoje é hoje, vou acompanhar esta pequena dissertação acerca da sexta feira 13 com uma melodia que me encanta e que, apesar de aparentemente triste, me dá força!!

REM - Everybody Hurts




When the day is long and the night, the night is yours alone,When you're sure you've had enough of this life, well hang on
Don't let yourself go, 'cause everybody cries and everybody hurts sometimes
Sometimes everything is wrong. Now it's time to sing along
When your day is night alone, (hold on, hold on)
If you feel like letting go, (hold on)
When you think you've had too much of this life, well hang on
'Cause everybody hurts. Take comfort in your friends
Everybody hurts. Don't throw your hand. Oh, no. Don't throw your hand
If you feel like you're alone, no, no, no, you are not alone
If you're on your own in this life, the days and nights are long,
When you think you've had too much of this life to hang on
Well, everybody hurts sometimes,
Everybody cries. And everybody hurts sometimes
And everybody hurts sometimes. So, hold on, hold on
Hold on, hold on, hold on, hold on, hold on, hold on
Everybody hurts. You are not alone


[2009/02/13]





Anjo/2007 Pai Natal/2008


O que não fazemos nós pelos filhos??

Bom, o colégio por estas (e outras) alturas incumbe-nos de realizarmos alguns trabalhos. Por vezes chego mesmo a pensar que quem anda no colégio sou eu :D

No ano passado, conforme publiquei aqui, fiz um anjinho baseado num modelito que a minha mãe tinha lá para casa...

Mas este ano o tema era o Pai Natal... o modelito foi retirado da net, mas foi todo executado por moi même... não tenho muito jeito, confesso... mas tento... e ali está o meu Pai Natal articulado, para o qual utilizei cartolina, papel crepe, algodão e ataches...

E hoje, antes de adormecer, o filhote chamou-me e disse-me: "Mãmã, gostei muito do teu trabalho!!" ... esta foi a minha (enorme) recompensa...

Foi assim...

[2008/12/16]


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