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É nestas flores, em particular,
que vejo desenhar-se uma linha que me leva
de mim a ti, passando sobre um campo
invisível, onde já não se ouvem os pássaros,
e onde o vento não faz cair as folhas.
Estamos em frente de um canteiro 
puramente abstracto,
e cada uma destas flores 
nasceu das frases em que o amor se manifesta,
e do movimento dos dedos sobre a pele,
traçando um fio de horizonte 
em que os meus olhos se perdem.
Por isso estão vivas, 
e alimentam-se da seiva 
que bebem nos teus lábios, quando os abres,
e por instantes a vida inteira se resume 
ao sorriso que neles se esboça.

Nuno Júdice

[2009/05/06]

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8 Responses to "Flores"

  1. João Roque Says:

    Belíssimo poema de um poeta a explorar...
    Beijinho.

  2. Seagul Says:

    Gostei mesmo muito deste poema e como o pinguim também acho que devo ler mais deste poeta que agora nos apresentas, Natacha.
    Beijo.
    Gina

  3. Unknown Says:

    Pinguim,

    também me foi dado a conhecer recentemente e de imediato me rendi e busquei mais...

    Beijo

  4. Unknown Says:

    É lindo não é maniga?

    Beijo

  5. lampejo Says:

    Já dizia o Camões, amor razão da vida...

    Bonitas palavras...

    :)

  6. Chinezzinha Says:

    Natacha,
    Desculpa ter-te preocupado tanto.
    O que interessa é que agora está tudo bem de novo.
    Beijinho grande
    :)

  7. Unknown Says:

    Este poema é lindo e fresco lampejo... assim devia ser a VIDA.

    Beijinhos, amigo

  8. Unknown Says:

    Ana,

    Que bom ver-te de volta. deixaste-me realmente preocupada. Mas é como dizes, tudo está bem quando acaba bem!

    Beijo grande!

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