21:04

Vila Viçosa - Fernando Lusbelo


Há dias longos...

Há dias quase tão longos quanto a solidão que me veste
ou quanto a tristeza que se alastra,
enquanto as lágrimas secas se estendem...
Quase tão longos quanto os gritos de dor em suspenso,
ou os suspiros de amor em crescendo...

Longos são alguns dias...

Há dias quase tão longos quanto a eternidade,
onde o nosso amor vive em asas de liberdade,
ou quase tão longos quanto os gemidos do prazer
ou a intensidade do nosso querer
desejos... tão longos...

Foi assim... um destes dias...

... Longos...

[2008/10/26]

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2008/02/09 - Encontro Parque das Nações


”… Queres saber quem eu sou? Eu sou o que te olha e espia para te recolher e depois guardar num lugar que é só meu. Para isso serve o papel. O resto não precisas de saber. Nem convêm. Só te ia distrair, podes crer. Eu sou o que mergulha as mãos na tua vida para sentir a minha a voltar …”

“… Por vezes gosta-se de uma mulher por não haver outra por perto de que se possa gostar. Por vezes gosta-se de uma mulher por se ter gostado muito de um homem que deixou de gostar de nós e precisamos de tudo tentar para o esquecer. Por vezes gosta-se de uma mulher por lembrar outra mulher de quem se gostou e não descobrimos quem possa ter sido. Por vezes gosta-se de uma mulher por se estar muito cansado de se gostar muito de uma outra mulher. Por vezes gosta-se de uma mulher só por gostar. Às vezes ele escrevia uma colecção de disparates que lhe juntava para oferecer. Às vezes ela ria, outras vezes não…”

”… Por vezes gosta-se de um homem só porque faz falta para ir ao cinema. Por vezes gosta-se de um homem só porque o corpo tem intermitentes exigências. Por vezes gosta-se de um homem só porque não se gosta de outro. Por vezes gosta-se de um homem só porque nos faz rir. Por vezes gosta-se de um homem só. Às vezes ela escrevia frases que depois lhe lia. Ela ria. Ele ficava muito sério a ouvir, a tentar descobrir em que caso cabia…”

”… É tão estranho conhecer uma pessoa. Tão dificil que parece impossivel. Não existir e passar a existir: uma pessoa inteira, um mundo inteiro. Onde caberá um mundo inteiro neste mundo pequenino? Como é que se consegue? Como se faz?…”

”… É preciso que saibas que, entre a liberdade e a segurança, a grande maioria não escolhe a liberdade. A liberdade precisa da coragem de lutar com o medo, sem a certeza de o vencer. E o medo existe sempre, ontem, hoje e amanhã, e a coragem é tão rara como o espirito que ama a liberdade…”

”… Por que queres tu que os meus lábios sejam só teus? Porque só eles são iguais aos teus…”

”… E para que serve o amor, diz-me já. Serve para perder o medo…”

“Muito, meu amor” - Pedro Paixão

[2008/10/24]
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21:28

México, Riviera Maia-Tulum/2000



Mergulho no vazio de todo o Universo,
Buracos negros, vácuos existenciais
E quando me faço emergir de mim mesma
Faço-o nas pautas que me são especiais
É preciso atingir um plano bem fundo
para dar valor ao tanto que existe no pouco
É preciso encaixar com sabedoria o Mundo
Gritar o Amor até se ficar rouco,
Dos mergulhos que dou de quando em vez
E após os momentos de descompressão,
Saio de bem comigo, muito mais Feliz
Sinto que atingi o estádio da aceitação
Não há nada na vida que tire,
tudo o que de bom já arrisquei e vivi na minha idade
E nada há que me faça desistir
De perseguir o Amor e a Felicidade...

... podes contar comigo!

[2008/10/21]


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"Obrigado por saberes cuidar de mim,

Tratar de mim,

olhar para mim,

escutar quem sou,

e se ao menos tudo fosse igual a ti..."

[2008/10/18]


Vem tatuar na minha pele... a tua pele,
Vem desenhar o teu corpo a papel químico... sem papel,
Vem deixar-te em mim como se partisses,
E volta sempre sem nunca teres ido embora.

Aqui me encontras... sempre!

Vem devorar a poesia das palavras
Vem beber do sumo das nossas almas...
Vem escrever a sofreguidão das nossas letras,
Vem receber o amor com que me acalmas.

Aqui me encontras... sempre!

Vem entrelaçar os teus nos dedos meus,
Olhar-me fundo tocando o coração,
Vem ficar junto partilhando a vida
Num breve momento de solidão...

Esta é uma melodia... só nossa...

Aqui me encontras, sempre!

[2008/10/16]

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