11:26



... de pura genialidade. Parabéns Caetano!

[2012/08/07]



(...)Fica em mim que hoje o tempo dói
como se arrancassem tudo o que já foi
e até o que virá e até o que eu sonhei
diz-me que vais guardar e abraçar
tudo o que eu te dei (...)

[2011/11/30]

00:25

Imagem  tirada daqui


Eva Cassidy - True colours


Falo com a propriedade de quem conhece o verdadeiro Amor.
Escrevo, sem arte, mas com a melhor parte, 
que é a alma.
Em mim não se gastam os mimos ou os carinhos, 
tão pouco a dor,
De mim saem sopros de alegria, 
transformados em canção,
e suspiros profundos,cheios de cor,
gritados até à exaustão.
É de cores e de sabores, 
de odores e até de tremores,
de tudo isto é composto o meu sentir,
é de palavras, mas mais que palavras, 
gestos, porém também omissões,
é de controlo dos impulsos, 
dos quais nem sempre consigo fugir,
de lágrimas, e sorrisos avulsos,
de pulos e de gritos mudos,
tropeções e quedas, em poços sem fundo
dos quais sempre me consigo erguer,
porque na vida para tudo, 
só é preciso QUERER!

São estas as ... verdadeiras cores do amor...


[2011/06/03]

Não, não estou em desespero, estou em crescimento... sempre! Cada vez mais perto do meu Eu!
A primeira vez que assisti a este vídeo pensei: "é mesmo assim que sinto!", um obrigada ENORME a quem partilhou comigo esta obra de arte.
Senti uma profunda tristeza, absorvi imagens, melodia, letra... chorei, confesso. Depois ouvi uma e mais outra vez, partilhei.... e voltei a escutar vezes sem conta até que a tristeza profunda se transformou em Paz e então eu percebi... é assim o Amor, aquele que achamos que não quer nada connosco e no entanto está ali, sempre presente, mesmo distante... acaba sempre por ser Paz quando verdadeiro.
Daqui de onde me encontro, eu sei... e dou, tudo o que tenho... de coração...



[2011/05/23]

Somewhere over the rainbow - Israel  kamakawiwo'ole

Não houve uma Primavera desde que nos conhecemos, porém lembro-me de cada dia de nós como sendo uma Primavera. Minto, a minha essência emotiva não me permite viver todos os dias com a Primavera dentro de mim, preciso sempre de uns pingos dourados de Outono, de uns raios ferventes de Verão ou de uns ventos gélidos de Inverno para que a cada renascer eu possa dar graças aos Deuses que conspiraram por forma a enriquecerem a minha vida com a tua existência e para que eu sinta, no aroma das flores coloridas a real felicidade de que existamos como um só.
Por isso hoje, a minha memória selectiva se orienta para os nossos dias de Primavera, apesar de ainda não ter passado uma Primavera entre nós.
Recordo com saudade a forma como juntos e de mãos dadas, feito duas crianças reguilas, caminhavamos sobre o arco-íris em busca do tão almejado tesouro. Eu corria sobre o azul e tu, atrás de mim, rindo feliz, pisavas o amarelo com os teus pés descalços. Lembro de me dizeres das cócegas que sentias e os dois ríamos com a alma cheia. Enchíamos o peito e deixavamos que aquela mistura de aromas das diversas flores do campo se entranhassem na nossa pele, misturadas com o cheiro da terra molhada daquele último aguaceiro de Abril, pulavamos de cor em cor enquanto além o nosso olhar buscava o pote de todos os nossos sonhos. Não era o tesouro na sua condição de tesouro que nos movia. Era sim, a perseguição de algo que fazia parte do nosso imaginário, como um sonho, como era o sonho de sermos juntos, existirmos juntos, respirarmos em uníssono, se se pode aplicar a expressão como figura de estilo, ou, o mesmo e mais directamente seria dizer, como sendo um só Ser.
As nuvens e os passarinhos brincavam conosco, estes cantando lindas melodias para acompanhar a nossa brincadeira, e lá em baixo no extenso prado verdejante, pincelado aqui e ali com as cores exuberantes da Primavera, coelhos curiosos apareciam, saindo das suas tocas e oferecendo um ar de sua graça a estes dois corpos levitantes, a estas duas pessoas que naturalmente se mesclavam na paisagem sem a corromper, como uma tela imaginada pelo pintor mais puro de todos os pintores do Mundo.
Quando cansados de tentar alcançar o fim do nosso arco-íris, mas não desiludidos pois sabiamos bem que o tesouro já nós o possuíamos, deixavamos os nossos corpos juntos escorregarem para o chão e rebolavamos na erva  fresca, verde, forte e de cheiro intenso que nos roubava os sentidos. Em nós, este contacto tão directo com a Natureza era como a maior riqueza de sempre, nada precisavamos de dizer e ficavamos ali, de barriga para o ar, apanhando o Sol na cara, naquele delicioso silêncio cheio de poesia. Sorriam-nos os olhos, gargalhava a nossa alma, emanava Felicidade dos poros da nossa pele.
Foi assim naquela Primavera que ainda não existiu mas que recordo, será que me entendes? - Eu sei que sim. Nada entre nós é tão claro, límpido e transparente como cristal, como a percepção do sentir do outro, que não é mais que o próprio Eu.

Hoje, recordando essa Primavera, convido-te: dá-me a tua mão, segue-me, melhor, acompanha-me. Façamos da nossa vida uma Eterna Primavera e da nossa Felicidade um motivo para que o Sol nunca deixe de brilhar, porque ...
...
Há dias em que me sinto capaz de virar o Mundo ao contrário.
Colocar o mar no ar e trazer o céu para o chão.
Vogar ao sabor das ondas do céu e voar, planar no mar.
Sinto que a chuva é salgada, e que o chão parece soalho flutuante,
feito de nuvens de algodão.
E eu, como uma criança que gosta de andar à chuva,
danço no aroma que exalam os jardins suspensos
e caio, rendida, no chão macio, branco, como sonhos.
Nesses dias, feitos de sorrisos e alegrias,
Nesses dias em que as canções são poucas para eu cantar,
Em que o Mundo não suporta já a minha loucura,
Procuro absorver as sensações, esbanjar os sentidos, e no fim...
No fim, arrumo o Mundo, deixo tudo no lugar
Só assim saberás onde me encontrar!

Texto inicial original e escrito para Fábrica de Histórias, com inclusão de "poema" publicado em 2009/06/09

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Monet II @olhares.com por Roberta Pessoa Martire

Não sou adepta do dia disto ou daquilo, como quem me conhece bem sabe...  mas poesia para mim é todos os dias, e hoje é um dia assim, aproveitando para Homenagear os nossos Grandes!

Urgentemente


É urgente o amor
É urgente um barco no mar
É urgente destruir certas palavras,
ódio, solidão e crueldade,
alguns lamentos, muitas espadas.
É urgente inventar alegria,
multiplicar os beijos, as searas,
é urgente descobrir rosas e rios
e manhãs claras.
Cai o silêncio nos ombros
e a luz impura, até doer.
É urgente o amor,
é urgente permanecer.

Eugénio de Andrade, in "Até Amanhã"

[2011/03/21]

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00:22


O retrato errante XVII @olhares.com por joaoveríssimo



Áurea - Busy (for me)

Desfoco o meu pensamento do real.
Focalizo o ideal, melhor, o essencial.
E assim surges.
Surges-me no sorriso,
surges-me no arrepio da pele.
Admiro o desenho dos teus lábios
a forma peculiar dos teus olhos me olharem.
Estás no registo do meu negativo,
na objectiva da minha alma,
quero-te na câmara escura onde te revelo...
... onde nos revelamos...
posamos um para o outro como obras de arte,
alternamos os flashes, ora em mim, ora em ti,
e no fim, quando nos materializamos no papel,
ali se encontra a reprodução mais fiel,
da imagem que de nós releva,
só nós vemos, só a nós interessa.
Depois, rasgamos as provas,
voltamos ao real,
afinal estamos na era do digital...

[2011/03/18]
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Ontem à noite... @olhares.com por Vitor Reinecke



Vôo Nocturno - Jorge Palma


Amanhece a noite aqui,
neste lugar que desperta comigo,
onde me junto à Lua, numa dança,
mergulho na brisa, abraço o Crepúsculo,
como se esta Aurora ainda fosse uma criança.
Espreguiço-me na atmosfera,
planando sob o céu estrelado,
voando na cauda da estrela cadente,
amenizando as minhas dores num serpenteado,
vôo nocturno, junto dos Deuses.
Ali, absorvo o perfume que exala da chuva,
que rasga o ar entrecortando a bruma,
de pés descalços,
cabelos ao vento,
exorcizo os fantasmas que carrego no peito,
reviro a minha vida do avesso,
e finalmente adormeço,
no colo da noite que amanhece,
no conforto da Lua que me abraça,
e no quente aconchego com que me guardas,
tu, que na noite, com um beijo, sempre me embalas...

[2011/03/14]


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Paixão que arde...* @olhares.com por João Nuno Cruz



Ingrid Michaelson - Can't help falling in love with you

... todos os dias são dias de te amar, todas as horas,
quando me deito ou quando me permito acordar.
Em cada novo passo que dou,
ou até nos retrocessos que me fazem avançar.
Não sei o que é matar a sede sem te amar,
ou saciar o meu desejo sem ser contigo,
não sei existir se não te pensar,
a meu lado, entre a distância que não existe.
E por entre dias que o tempo não deixa esquecer,
vagueio às cegas, perdida desde que te vi,
porque o encontro que nos une as vidas,
é como a saudade que me aproxima de ti.
És o meu melhor sonho personificado,
tudo o que sempre desejei e quis,
és mais do que mereço, és pecado,
és só tu quem me faz tão feliz...

Obrigada, meu Amor...

"... Eu te amo de alma para alma e mais que as palavras..."
Bethânia in quando o próprio amor vacila

[2011/02/14]
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00:29


Entrego-te tudo @olhares.com por Carla Salgueiro



O meu amor - Bethânia e Alcione [Chico Buarque]


Entrego este corpo vestido de pele branca,
de beleza dúbia e contornos marcados,
quente e ansioso, latejante de desejo... a TI!
Marca-me como se o amanhã fosse ilusão,
desfruta-me, rasga-me os sentidos,
com a loucura dos amantes,
a eloquência dos poetas e a doçura dos iniciantes.
Arranha-me a alma com palavras perversas,
enleva-me o corpo com esse toque não subtil,
mistura-me em ti como às cores numa paleta,
não tenhas compaixão, faz-me obra de arte, em ti.
Olha-me, como a um espelho de alma,
sente-me como ao bater do teu coração,
ouve-me como se vivesse dentro de ti,
e explode comigo nesta nossa comunhão!

Marca-me!... para todo o sempre...

[2011/02/10]
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Gosto de te saber por aí,
preenchendo qualquer lugar com a tua luz,
trazendo no peito a palavra certa,
que me acerta e me seduz,
me ilumina e me conduz
num turbilhão de emoções,
ausentes de defesa
que sempre e na tua presença,
me libertam e me amarram,
como por uma arte mágica,
a essa Alma que é tão grande,
onde gosto de pousar,
porque o teu Amor me acalma,
e me traz de novo a sensação,
de que tenho tão pouca razão,
quando sinto a distância,
tão presente como uma chama,
que me corrói e desgasta
e de mim própria me afasta.
Porque a emoção, o que diz,
é que por muito que eu chore,
que as lágrimas me saiam de dentro,
há sempre aquele momento,
verdadeiro e tão intenso,
que livremente de algum lugar,
tu chegas para me abraçar,
e eu sonho com o dia...
em que tu queiras ficar, no meu peito...
... livremente...
[2010/12/05]
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00:46



"Quando a luz dos olhos meus
E a luz dos olhos teus
Resolvem se encontrar
Ai, que bom que isso é meu Deus
Que frio que me dá o encontro desse olhar
Mas se a luz dos olhos teus
Resiste aos olhos meus
Só pra me provocar
Meu amor juro por Deus
Me sinto incendiar..."


Tom Jobim

[2010/10/22]

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12:46

Editada

Quero compor um poema
onde fremente
cante a vida
das florestas das águas e dos ventos.

Que o meu canto seja
no meio do temporal
uma chicotada de vento
que estremeça as estrelas
desfaça mitos
e rasgue nevoeiros — escancarando sóis!

Manuel da Fonseca, in "Poemas Dispersos"

[2010/09/24]

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12:30




A noite vem às vezes tão perdida
E quase nada parece bater certo
Há qualquer coisa em nos inquieta e ferida
E tudo que era fundo fica perto

Nem sempre o chão da alma é seguro
Nem sempre o tempo cura qualquer dor
E o sabor a fim do mar que vem do escuro
É tantas vezes o que resta do calor

Se eu fosse a tua pele
Se tu fosses o meu caminho
Se nenhum de nós se sentisse nunca sozinho

Trocamos as palavras mais escondidas
E só a noite arranca sem doer
Seremos cúmplices o resto da vida
Ou talvez só até amanhecer

Fica tão fácil entregar a alma
A quem nos traga um sopro do deserto
Olhar onde a distância nunca acalma
Esperando o que vier de peito aberto

Se eu fosse a tua pele
Se tu fosses o meu caminho
Se nenhum de nós se sentisse nunca sozinho

Se eu fosse a tua pele
Se tu fosses o meu caminho
Se nenhum de nós se sentisse nunca sozinho


[2010/08/18]



I carry your heart with me (I carry it in my heart)
I am never without it (anywhere I go you go, my dear; and whatever is done by only me, is your doing, my darling)
I fear no fate (for you are my fate, my sweet)
I want no world (for beautiful you are my world, my true)
and it's you are whatever a moon has always meant
and whatever a sun will always sing is you
here is the deepest secret nobody knows
(here is the root of the root and the bud of the bud and the sky of the sky of a tree called life; which grows higher than the soul can hope or mind can hide)
and this is the wonder that's keeping the stars apart

I carry your heart (I carry it in my heart)

Edward Estlin Cummings


[2010/07/31]

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18:07

Portinho da Arrábida/2009 por André

O toque,
O cheiro,
O sabor.
Este Mar,
Este Céu,
Este chão...

Despertam-nos os sentidos.
Trazem o que de melhor existe em nós
Disparam-nos o coração,
Não nos deixam nunca, sós...
Pode estar Sol, ou Céu cinzento
Chuva, frio ou muito calor,
E o marulhar como um lamento
Traz até nós o sentimento
De quem busca sem saber
que tudo o que de melhor possamos ter,
existe para além de nós,
nos rodeia sem pudor,
nos abraça sem receios,
nos beija como as palavras e...
nos deseja como ...
... a areia ao mar salgado,
a Serra ao mato bravo,
e só ali dá para perceber,
que de tanto tanto te querer
Sou vento, ou brisa,
talvez até a maresia,
mas que nunca ou talvez sim,
sentirei outra vez assim...
como sinto de cada vez que...
voo até ali...


[2010/01/03]

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00:25


E, de novo hoje...
o silêncio gritou mais alto...
E disse silêncios de poesias e sentires...
Exclamou pulsações,
Afirmou sensações...
E explodiu, em extâse ... sem ausências,
mas num silêncio de emoções
Olhou também, sorriu e calou,
E assim, penetrante, ficou...
Adormeceu num suave sussurro
silencioso como o melhor dos beijos
e infinitamente mais doce
que todos os murmúrios...

[2009/12/18]
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11:45

outono I @olhares.com por DDiArte

Foi para ti que desfolhei a chuva
para ti soltei o perfume da terra
toquei no nada e para ti foi tudo
Para ti criei todas as palavras
e todas me faltaram
no minuto em que talhei o sabor do sempre
Para ti dei voz às minhas mãos
abri os gomos do tempo
assaltei o mundo
e pensei que tudo estava em nós
nesse doce engano
de tudo sermos donos
sem nada termos
simplesmente porque era de noite
e não dormíamos
eu descia em teu peito para me procurar
e antes que a escuridão nos cingisse a cintura
ficávamos nos olhos vivendo de um só
amando de uma só vida

Mia Couto, in "Raiz de Orvalho e Outros Poemas"

[2009/10/07]
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Volto, a cada fim de dia,
às mesmas quatro paredes que,
invariávelmente me recebem da mesma forma,
tão sua, tão única, tão... fria.
Refugio-me por momentos no gelo
como se todo o sentimento pudesse adormecer por momentos,
para voltar à consciência mais triste,
de que ela existe, ela vive comigo, e ela me personifica.
Tento fugir, escapar ao seu abraço envolvente, quase quente
como quem procura um raio de sol num dia nublado e chuvoso,
Luto, e sei que venço uma etapa a cada dia que passa,
Olhando-a nos olhos com um olhar vitorioso,
mas, consciente também de que não a posso abandonar,
não posso deixar de lhe dar a mão,
pois que é minha...

... a Solidão...

(fruto da insónia)
[2009/09/08]
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Meninos do Huambo2009

Gente buscando em vão uma esperança,
um sorriso, uma flor, uma palavra amiga
procurando agarrar hoje um tempo,
falar de amor, de carinho e de paz

Angola2009

Colher jasmim, fazer poesia com todas as letras
contar as estrelas, saudar a vida
e ver os deuses iguais a mim
Colher jasmim, fazer poesia com todas as letras
contar as estrelas, saudar a vida
e ver os deuses iguais a mim

Huambo2009

Sou um jovem como tu
Quero a vida ver sorrir
Viajar, ter amigos, ver Luanda a florir
Ver o pôr-do-sol, ver nosso país,
Tão lindo, tão lindo, tão lindo, tão LINDO
Inspirando emoções...
Angola por Fernando Lusbelo



Saudades de Angola...

[2009/09/03]
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