Todos merecemos ter sonhos e lutar por eles... 

Desejo a todos quantos por aqui ainda tropecem, um 2013 cheio de Esperança. Não me perguntem porquê, mas eu sinto que vai ser um ano BOM! :)

Até já...

[2012/12/30]





If I don't fall apart
Will my memory stay clear?
So you had to go
And I had to remain here
But the strangest thing to date
So far away and yet you feel so close
I'm not going to question it any other way
It must be an open door for you
To come back

[2012/09/21]

21:28



... and then watch him go away without a goodbye...

Can you imagine anything that hurts more than this!?

[2012/08/24]

00:12


Pedro Abrunhosa - Não desistas de mim


Sempre me disseste sermos um no outro. Eu sou tu e tu és eu, haja o que houver...
Sempre me disseste que o meu sentir era o teu sentir.
E sempre me disseste que quando eu sentisse algo em relação a nós, que saberia então que tu estarias, onde quer que te encontrasses, a sentir precisamente o mesmo que eu...

Como dói tão profundamente pensar que te possas estar a sentir assim...

[2012/08/11]

00:47


Estranho amor - Caetano Veloso e Maria Gadú


Hoje mudo-me para o sofá...
A minha alma não aguenta já o toque daqueles lençóis na minha memória. Tudo lhe aviva a recordação de altos vôos, de alcançar todos os cumes, até os mais inacreditáveis de atingir (principalmente ao nível do sentir)
Não aguento o contacto com a minha pele, das reminiscências dos cheiros, do palpitar das canções, das bebidas e das gargalhadas vividas sem limites. Não falo de sexo, falo de entrega, de partilha, de cumplicidade.
Hoje descobri um limite dos meus, não sei se este era um daqueles que buscávamos, não o creio. 
Não tenho gritos, não tenho dedos que apontam acusatóriamente em nenhum sentido, tenho apenas lembranças tão boas e sentimentos tão grandes, que percebi agora este limite em mim tão castrador: o limite do entendimento, ou do não entendimento. Falamos de respeito e de confiança...
Não gosto de limites, mas hoje não suporto aquela cama, não suporto a dor compulsiva da realidade...
Já caí muitas vezes, e outras tantas vezes me levantei ... mas nunca tinha sido empurrada...

Estávamos tão alto...

Hoje mudo-me para o sofá ...



[2012/08/09]


11:26



... de pura genialidade. Parabéns Caetano!

[2012/08/07]

10:44



Mais um dia de celebração, mais um dia em que parece que o sentimento me quer rasgar o peito por mais uma ausência silenciosa que me obriga a arrastar-me nos dias sem sentido, por dentro, e por fora a manter a carcaça aparentemente estável. 
Espero, e nem sei pelo que espero.

Dois anos passados sobre o nosso primeiro abraço, como queria senti-lo agora...

[2012/08/06]

23:39


Seal - Stand by me

Faço colecção de noites. Não existe uma que seja igual à que a precedeu, são todas diferentes. Umas mais escuras, outras mais estreladas, umas são frias, outras há que são encaloradas, outras ainda são amenas. Com brisas, sem brisas, noites tristes ou com alegria, mas de uma coisa não tenho dúvidas, todas e cada uma delas são cheias de magia.
Guardo-as em frascos na minha memória, e visito-as invariavelmente nos dias mais difíceis. Tenho noites de todas as cores da paleta e de todas as emoções do meu coração, mas tenho um frasco que permanece vazio...

Amo a noite, é por ela adentro que deixo os meus dedos falarem as palavras que me nascem na alma, é pela noite adentro que faço amor sob as estrelas em cama de sonhos. O abraço da noite entra-me na epiderme e  a sua energia percorre-me as veias e aflora na pele em forma de arrepio. 

Há noites que ainda não vivi, mas que trago na minha memória como um futuro saudoso. Têm sido dias tão intensos, que tenho aproveitado para vivê-los em pleno, talvez descurando um pouco as minhas noites. Outras noites inventei-as, não gosto da rotina ou do convencional, e por isso invento noites para mim, noites que me vestem a pele à medida. 

As noites para serem perfeitas não têm de ser iguais, noite após noite, pelo contrário. As noites perfeitas são as diferentes, tal como disse no início. Existe no entanto um ingrediente indispensável para uma noite perfeita, não existe no entanto a palavra perfeita para explicar qual é esse ingrediente porque não é nada palpável, não é tangível, apenas se pode sentir. Chamar-lhe-ei: morna-aragem-que-me-enche-a-alma-e-me-faz-sentir-viva! E, atenção, não é necessário estar na rua para sentir esta aragem, eu sinto-a bem dentro das minhas quatro paredes.

Foi por uma dessas noites adentro que me chegaste, sem eu esperar. E logo aí, a noite se encheu de dourados e a aragem nasceu cá dentro de mim, permitindo que as borboletas levantassem num voo nocturno único e inimaginável, provocando dentro do mim o perfeito caos. Misto de excitação e receio recheados de uma alegria inexplicável. Desde essa especial noite, muitas outras se passaram, nem todas tão mágicas assim, houve espaço para o cinzento e para as noites chuvosas de lágrimas salgadas, fazem parte eu diria, para um crescimento e um melhor entendimento da teoria da noite.

Sabes que te amo, todas as noites, não sabes? Todas as noites, desde aquela especial noite eu te amo no meu jeito próprio de amar, e guardo o frasco vazio, na esperança, que por mais que eu queira não me abandona, de guardar uma noite que não seja só minha, mas nossa...

Fica comigo... 

Escrito para: Fábrica de Histórias

[2012/05/27]

23:56


Pedro Abrunhosa - Pontes entre nós


Depois, nada se extingue com a partida. [é assim que cantam as chamas dentro do meu peito]
No depois acendem-se de novo as ausências, como se em permanência me quisessem castigar - sorrio-lhes! - Porque não é disso que se trata.
Depois, chegas de novo e deixas-me continuar a sonhar. Para sonhar, embalo-me na tua pele como se quisesse os teus sonhos a papel químico no meu corpo. Sonha comigo os mesmos sonhos para que depois, retornemos ao plano das emoções longínquas, de todas as estradas que nos separam e de todas as pontes que existem entre nós.
Depois, retiro-me no odor inebriante do teu corpo e perpetuo o teu abraço de alma. E os meus olhos sorriem o sorriso mais puro da sintonia. É sempre assim, depois.
E depois, queima-se-me o corpo, arde-me a pele da falta e dentro do coração todos os pássaros acordam e levantam voo, e as veias que me riscam o ser quase desatam a chorar. [é assim que o sangue me corre cá dentro]
Depois, fico eu. [a tua...]
Depois, ficas tu. [o meu...]

Para sempre, depois...

[2012/05/11]

23:46





De ter a ser...


Eu lembro-me de quando apenas tinha mãe e ainda não era. Esses tempos, não tão longínquos assim, eram bem mais fáceis, limitava-me a ter mãe e a ser filha dela. Usufruía de uma cumplicidade subliminar, disparatava como só eu sei, reclamava dos pontos de vista mais sensatos por não encaixarem no meu espírito irreverente.
Hoje sou mãe, e este é um papel muito mais difícil, porque me obriga a domar a minha irreverência, indo ao encontro, afinal, do que me dizia a minha mãe, e por outro, tenho, graças a Deus, a minha mãe para me relembrar isso mesmo!
Sempre fiz valer os meus pontos de vista e os manifestei de forma assertiva, cheia de certezas. As certezas depressa se esvaíram quando tomei pela primeira vez o meu filho nos braços: não havia volta, e agora?
Filhos não trazem livro de instruções anexo. São seres únicos, enigmáticos que vamos lentamente descodificando, até percebermos a personalidade que trazem consigo. 
Educação, a mãe educa, a mãe cuida. Certo, errado? No ser mãe vale essencialmente o instinto, o instinto protector sobre um ser que durante uns anos é totalmente dependente de nós, que precisa do nosso apoio, do nosso incentivo, do nosso amor. Ser mãe é ter a capacidade de encaixar um "és a pior mãe do mundo" quando contraria um qualquer capricho, ou a capacidade de se levantar da cama às 4 da manhã para ir ouvir um "Adoro-te mãe". Ser mãe, é sorrir quando nos apetece desabar em pranto, fazer cara feia quando nos apetece rir à gargalhada da piadola do garoto. É manter a calma quando eles estão doentes e dizer que vai passar, quando eles dizem que nunca vai passar.
Ser mãe é apaixonar-se todos os dias pelo mesmo ser, é calar para proteger, é agir para proteger, é tomar cada decisão pensando em primeiro lugar no filho. Mas mais importante, ser mãe é não deixar de ser mulher, e isso também para proteger o filho.
Ser mãe, é lutar todos os dias por ser melhor, é dizer não quando é preciso e mais que isso, é manter o não até ao fim. Ser mãe é deixá-los ir, vê-los aprender a voar e depois deixá-los ir, e esse treino deve começar desde cedo...


Ser mãe é para sempre, e mais além... e é tão BOM! E ter mãe também! :)


Um Obrigada imenso para a minha ...


Escrito para: Fábrica de Histórias


[2012/05/06]

A Torre de Babel (1563), Pieter Bruegel

Trapézio - Jorge Palma

Tristes daqueles que do alto da sua presunção julgam ter o mundo a seus pés. Vão subindo sem olhar a meios, cegos para os demais, intocáveis. Mas no fundo, na realidade, erguem castelos feitos de barro e que uma chuvada mais intensa depressa leva por terra. Pode até levar o seu tempo, mas nas construções da mais apurada engenharia, como no carácter de cada um e na forma de se relacionar com os outros, são os alicerces o ponto fundamental, a base de sustentação de um edifício, ou de uma relação. 
Humildade, palavra desconhecida de tantos e que leva tantos outros no caminho certo, embora talvez mais demorado, mais duro, mais exigente, mas tão mais compensador. Quem não conhece a humildade conhece bem o orgulho, a soberba. Querer ser bom, ou o melhor não é só por si um defeito, se houver humildade. 
Acredito por isso que tudo o que construí, e que aos olhos dos que constroem torres de Babel é nada, são os alicerces mais sólidos e não corrosíveis que a minha ingenuidade e, no entanto, perseverança, se orgulham de ter construído. Poderei não ter passado ainda dos alicerces, é verdade, mas não tenho pressa de chegar ao topo, não antes de ter aprendido a voar melhor...

Escrito para: Fábrica de Histórias

[2012/04/29]






Vamos, meu amor ?? :))

[2012/04/24]

23:33


Rosana - A fuego lento


Em abril da minha alma somos conquista e celebração.
Ressurgimos da névoa invernal, infernal, juntos. É a nossa revolução, positiva.
Crescemos, aprendemos e vivemos mais intensamente que nunca o que de nós brota de uma forma tão pura.
Como a flor de Lótus, enlevamo-nos espiritualmente e desabrochamos o nosso amor renovado nesta primavera. É mais um passo, mais um degrau que na escadaria dos afectos subimos.
Deixamos para trás a escuridão que nos ensombrou os dias, e vivemos o abril em nós. Momentos, eternos momentos de cumplicidade que renovam esperanças perdidas e reforçam os laços criados por algo maior.
Abril é cor, é vida, são todos os elementos da  natureza em convivência mais ou menos harmoniosa. Abril é sinónimo da purificação do corpo e da mente, da superação dos nossos medos, das nossas dúvidas, é um nascer ou renascer com uma beleza mais lúcida. Abril tem o som dos kissanges e as fogueiras acesas nas noites de luar num fogo lento delicioso, tem borboletas na barriga e em volta das flores, arco-íris, tesouros e andorinhas.
Abril tem amor no azul do céu, paixão no vermelho das chamas, e esperança no verde dos campos.
Abraça-me em abril da minha alma, e beija-me na melodia que nos embala, ama-me simplesmente porque …

… é abril…


[2012/04/22]


Mafalda Veiga - Era uma vez um pensamento teu


O instante de ouvir a voz de quem se ama pela primeira vez, só é comparável à teoria do caos, ao efeito borboleta. Pelo menos foi este o pensamento que me aflorou à mente assim que a ouvi do outro lado do telefone. Na verdade, milhares de borboletas coloridas invadiram a minha vida nesse momento, entraram na minha alma e dançaram danças de pura felicidade, aumentando exponencialmente o batimento do meu coração. Se isto acontece, então fica mais fácil perceber também o que à partida nos pode parecer absurdo: o bater das asas de uma borboleta num lado do mundo pode originar um tufão do outro lado.
E aquela voz foi poesia nos meus ouvidos, foram melodias que me embalaram num transe que me congelou o pensamento, permitindo-me apenas sentir... 
Claro que subjacente à voz estava também a lembrança, a atitude, e essa ficará para sempre tatuada na minha alma como o momento em que se desarmam barreiras invisíveis, em que se deixam cair as máscaras, mesmo que por detrás de um telefone. 
Sabes exactamente como me levar ao estado de sublimada, e ao teu jeito, o momento exacto para usares do teu poder de cativar, do teu charme, da tua verdade, para me fazeres sentir amada e desejada sem estares constantemente a repetir as mesmas coisas [como eu] - tento aprender contigo. 
Este tufão dentro do meu peito, originado por um simples telefonema teima em não passar, e eu sinto-me planando nele como plano em ti quando estás presente, e ainda agora... 

Sem agradecimentos porque assim mo pediste... mas com todo o amor do mundo...

[2012/04/16]


Azeitonas - Anda comigo ver os aviões


Aos poucos fui entrando no universo mágico da aventura. Aprendi a soltar-me das grilhetas sociais que nos castram as emoções, e aprendi, que no jogo do certo e do errado há sempre forma de dar a volta ao texto e de interpretá-lo a nosso gosto.
Aprendi até que são as pedras do caminho que fazem com que este seja intenso e motivo de orgulho de ser vivido a cada obstáculo transposto, ora por superação, ora por aceitação, crescimento, sabedoria.
Aos poucos fui-me libertando e ao mesmo tempo fui encontrando um Eu que vivia enclausurado dentro de mim, que ansiava por alguém que destravasse a loucura e desse sentido a este meu lado mais irreverente.
Contigo, a vida é uma aventura constante, cheia de adrenalina e emoções, sempre nos limites e nos extremos, naqueles lugares que nos acordam para a vida por nos deixarem à beira de abismos, cordas bamba, trapézios sem rede. Contigo existem sempre cem cavalos a galopar no peito e uma vontade incontrolável de levantar voo. 
A aventura começa em cada novo dia que me presenteias com a tua luz. Irradias uma luz que me cativa, que me faz querer usufruir de ti, da tua alma, do teu corpo, da tua essência mais pura. Sejam as nossas partilhas espirituais, as carnais e até as mais banais (contigo nunca nada é banal), em qualquer troca de energia, contigo tudo é tão mais elevado, mais intenso.
Poucos chegam onde nós chegamos, mas isso não nos torna melhores que ninguém... apenas diferentes.


Aventura, quero sempre uma nova aventura contigo... Aventuras-te?


[2012/04/07]

23:13



Train - Drops of Jupiter


Trocaste-me os hemisférios e já não sei do meu Norte. Cruzaste o meridiano dos meus sentidos ao ponto de deixares baralhados os meus pólos. Magnetizas-me de tal maneira que todos os meus movimentos são na tua direcção e no sentido do teu desejo que não é mais do que o meu desejo. Enlouqueces-me tanto a Sul quanto a Norte, de dia como de noite, porque me vendaste para que não conhecesse o tempo. E eu não quero o tempo que me limita, eu só quero o instante perpétuo de ser tua bússola, de te guiar por caminhos em que te queres perder, para te encontrar nos triângulos misteriosos que nos apagam dos radares.
Quedo-me entregue ao teu íman, pedindo-te apenas que traces todos os teus percursos no meu corpo, na minha pele branca, como quem em desespero marca os dias para não enlouquecer, para manter a sanidade que só se releva na entrega das nossas almas sem gravidade...
Tu, que mexes com o centro da minha gravidade e o deixas completamente desorientado, que me tomas o pulso com ímpeto e voluptuosidade, me castigas o corpo e me acaricias a alma. Tu que me entregas os teus segredos para eu cuidar e o teu corpo para eu amar. Tu, que me deste a tua alma para viver junto da minha, e me mimas com tanta intensidade, em todas as diferenças e mais nas igualdades...

Tu...  quero morrer no teu abraço... eu amo-te, simplesmente...

[2012/04/03]

23:59


Caetano Veloso e Maia Gadu - Nosso estranho amor



Urgente é o pulsar do teu corpo na minha pele.
Urgente é lançares o meu corpo na cama e arrancares dele o que o separa do teu.
É nesta urgência que sempre te espero enlouquecida de desejo,
é nesta urgência que o beijo se desenha nas bocas e o desejo se reflecte no corpo.
É com urgência que te empurro e arranco a roupa e me misturo em ti, enquanto tu, urgentemente tentas despir as roupas que estão a mais.
Urgente é amar sem tabus e pudores, com palavras obscenas e declarações de amor,  vinca-me o corpo, marca-me a alma, como só tu sabes.
Sinto palavras loucas saírem-me da boca com a urgência de te enlouquecerem,
e sinto no teu toque a urgência de me arrebatares os sentidos.
Já não são só os corpos, já não é só a carne que luta pela conquista da presa, nesta luta quente e excitante.
São as almas que se exultam como num altruísmo de dor e prazer,
e são todos os lugares seguros do mundo reduzirem-se a apenas um,
...o teu corpo.
Urgente é o arrepio que nasce desta comunhão,
é prolongar os suspiros em loucos gemidos de prazer.
A urgência, é apenas a de ser feliz e livre em ti.


[2012/03/31]


Não lhe conheço rosto, nem desenho na retina do meu olhar o contorno do seu corpo, se o tem. Sinto-lhe, isso sim, a presença forte, intensa do que nos traz à consciência a verdadeira importância que existe no estarmos simplesmente vivos. 
Dela, ou dele, emana um aroma inebriante, misto de madeira e canela, com reminiscências de maçã. E sei que está lá sempre que eu preciso de me encontrar comigo, sempre que eu preciso de, de novo, encarrilar no rumo certo, aquele que me aproxima do  simples, do verdadeiro, do naturalmente natural, do ser para além do ter.
Não falo do banco, que permanece estático por debaixo da árvore e que acolhe quem passa e busca o alento de um descanso, nem falo do arbusto que ondula ao sabor da brisa  e que faz companhia ao banco. 
Não falo das milhares de pessoas que por ali passam sem perceber que existe tanto mais por detrás de um simples banco de madeira de costas voltadas para o mar.
Não lhe conheço rosto e no entanto sei que é belo, ou bela, porque também não lhe conheço o género. Não lhe conheço os contornos do corpo, ou se o tem, mas sei que enche com a sua energia todo o espaço. 
Não fala comigo, não me tece elogios ou procura seduzir-me com artes e manhas. Não quer nada em absoluto de mim. Convive comigo porque ao invés de lhe querer  roubar o lugar e o protagonismo, limito-me a querer usufruir dele, ou dela, com o intuito de me tornar uma pessoa cada vez melhor.
Não tem nome, porque é aquilo que nós quisermos que seja. Para mim pode ser o mar, e para ti pode ser uma batucada, para mim pode ser a Lua e para ti pode ser o Sol.
Não é concreto, porque está presente no que nós escolhermos para ser nosso incentivo, nossa fonte de alma. Não tem fim, também não tem começo. 


Inspira-me o que me cativa. Inspira-me tudo e todos os que me sabem ver por dentro e de dentro para fora. Diferente, não é ser musa, diferente é ser instigador de vontades e de buscas, ainda que incessantes, pelo que na verdade importa nesta vida. Diferente é despertar consciências. 
Diferente és tu, que estás presente na minha vida, que permitiste que me alimentasse de ti, da tua sabedoria, dos teus ensinamentos, e em troca, apenas me pediste que te fizesse sentir, e que te desse a paz. 
Musa, ou inspiração, são todos os pequenos momentos em que me emociono. Diferente é isto, a capacidade de nos emocionarmos...


Escrito para: Fábrica de Histórias


[2012/03/11]

23:33


Adriana Calcanhoto - 8 anos


Um momento especial
Dois passos pequeninos
Três deliciosas gargalhadas
Quatro noites sem dormir
Cinco golos na baliza
Seis histórias de embalar
Sete abraços ao deitar

Oito anos de amor incondicional

Parabéns meu pequeno GRANDE Amor...

[2012/02/15]