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Por Jorge Abrantes, Hammerfest/Noruega

De coração para coração, de sempre e para sempre... como já o tinha feito aqui

"Por vezes o destino é como uma pequena tempestade de areia que não pára de mudar de direcção. Tu mudas de rumo, mas a tempestade de areia vai atrás de ti. Voltas a mudar de direcção, mas a tempestade persegue-te, seguindo no teu encalço. Isto acontece uma vez e outra e outra, como uma espécie de dança maldita com a morte ao amanhecer. Porquê? Porque esta tempestade não é uma coisa que tenha surgido do nada, sem nada que ver contigo. Esta tempestade és tu. Algo que está dentro de ti. Por isso, só te resta deixares-te levar, mergulhar na tempestade, fechando os olhos e tapando os ouvidos para não deixar entrar a areia e, passo a passo,atravessá-la de uma ponta a outra. Aqui não há lugar para o sol nem para a lua; a orientação e a noção de tempo são coisas que não fazem sentido. Existe apenas areia branca e fina, como ossos pulverizados, a rodopiar em direcção ao céu. É uma tempestade de areia assim que deves imaginar."

in Kafka à beira mar, Haruki Murakami

PARABÉNS!!

E obrigada por tantos ensinamentos oferecidos, espero merecer sempre...
Este excerto de um livro que li e por si aconselhado, pode, se devidamente interpretado, servir de lição... serviu para mim, há sempre algo a retirar...

Grande beijo





Lembra-se, da música? 

Espreguiço os meus lábios num sorriso pacanino, e já sei que daí receberei gindunguitos...
Com carinho...

[2009/03/31]

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Há lugares lindos.
Há lugares doces.
Há lugares reconfortantes.
Há lugares mágicos que surgem como balões de oxigénio.
Surgem como oásis no meio do deserto.

Lugares que nos deixam sublimados,
Que pela energia, nos renovam, nos fazem renascer.
Lugares onde somos o próprio lugar,
em simbiose perfeita...

... no íntimo

E há pessoas que são como os lugares...
Que nos aceitam, nos recebem, nos dão de si...
e nos deixam ser... em simbiose perfeita...

...no íntimo

[2009/03/29]
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13:08



Escrevo-te,
...de dentro de mim. Onde o que pensei ser o pouco que resta, é afinal tudo o que sou, e é tanto...
Escrevo-te,
... porque um dia que olhava o mar vi as tuas lágrimas juntarem-se às minhas e significarem um amor...
Escrevo-te,
... para onde ninguém saberá, para onde ninguém julgará o desacerto dos meus sentires...
e Recomeço...
... mais eu, e menos sózinha!
Fev/2009
[2009/03/27]
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"Existe uma lenda acerca de um pássaro que só canta uma vez na vida, com mais suavidade que qualquer outra criatura sobre a Terra. A partir do momento em que deixa o ninho, começa a procurar um espinheiro, e só descansa quando o encontra. Depois, cantando entre os galhos selvagens, empala-se no acúleo mais agudo e comprido. E, morrendo, sublima a própria agonia e solta um canto mais belo que o da cotovia e o do rouxinol. Um canto superlativo, cujo preço é a existência. Mas o mundo inteiro pára para ouvi-lo, e Deus sorri no céu. Pois o melhor só se adquire à custa de um grande sofrimento... Pelo menos é o que diz a lenda."

[...]

"O pássaro com o espinho cravado no peito segue uma lei imutável; impelido por ela, não sabe o que é empalar-se, e morre cantando. No instante em que o espinho penetra, não há nele consciência do morrer futuro; limita-se a cantar e canta até que não lhe sobra vida para emitir uma única nota. Mas nós, quando enfiamos os espinhos no peito, nós sabemos, compreendemos. E assim mesmo fazêmo-lo."

in Pássaros Feridos, Collen McCullough

Respectivamente o início e fim deste brilhante livro que li há cerca de dois anos e que considero um dos melhores, e que hoje partilho com todos quantos por aqui passam...

E para mim própria, serve de reflexão...

[2009/03/26]
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Por vezes gostava de ser como a pedra da calçada,

... mesmo quando pisada, não sente nada...





[2009/03/25]
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