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Estamos Juntos,

Para além das banalidades do que é existir, teimando ser!
Para lá do que é certo ou errado, concreto ou abstracto,
caminhamos lado a lado na mesma corda, bamba
equilibrando as diferenças num universo de igualdades
e procurando atingir aquele lugar tão especial
tão próprio dos puros de alma, tão inacessível ao comum mortal,
onde de dois se faz um e onde duas metades não são partes...
... mas um todo.

Sempre juntos, haja o que houver...

[2010/10/08]
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A noite não tem braços
Que te impeçam de partir,
Nas sombras do meu quarto
Há mil sonhos por cumprir.

Não sei quanto tempo fomos,
Nem sei se te trago em mim,
Sei do vento onde te invento, assim.
Não sei se és luz da manhã,
Nem sei o que resta em nós,
Sei das ruas que corremos sós,
Porque tu,

Deixas em mim
Tanto de ti,
Matam-me os dias,
As mãos vazias de ti.

A estrada ainda é longa,
Cem quilómetros de chão,
Quando a espera não tem fim,
Há distãncias sem perdão.

Não sei quanto tempo fomos,
Nem sei se te trago em mim,
Sei do vento onde te invento, assim.
Não sei se és luz da manhã,
Nem sei o que resta em nós,
Sei das ruas que corremos sós,
Porque tu,

Deixas em mim
Tanto de ti,
Matam-me os dias,
As mãos vazias de ti.

Navegas escondida,
Perdes nas mãos o meu corpo,
Beijas-me um sopro de vida,
Como um barco abraça o porto.

Porque tu,
Deixas em mim
Tanto de ti,
Matam-me os dias,
As mãos vazias de ti.

[2010/10/03]

18:31



Crescer dói porque me sai da alma,
Dói, porque me faz sempre deixar algo para trás,
a inocência que teimo em perservar,
e que a vida me mostra sempre de que não sou capaz
... não aprendo...
Mas crescer também me liberta,
liberta-me de mim própria, do que procuro alcançar
se cá dentro eu já não me encontro,
sairei de mim para me procurar...
... não desisto...
Encontrei-me em ti, como não pensei
Perdi-me em ti deliberadamente,
Deixei-me estar, de corpo e alma,
Agora não penso, o futuro a "Deus" pertence

Preciso de ti...

[2010/10/02]
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Boa onda!!

Uma das minhas canções Africanas preferidas, aqui nesta performance espectacular, ao som das Marimbas...





E aqui... o original, brilhante! Com direito a explicação :))




Igqira lendlela nguqo ngqothwane
Igqira lendlela nguqo ngqothwane
Sebeqabele gqi thapha bathi nguqo ngqothwane
Sebeqabele gqi thapha bathi nguqo ngqothwane


[2010/09/28]

12:46

Editada

Quero compor um poema
onde fremente
cante a vida
das florestas das águas e dos ventos.

Que o meu canto seja
no meio do temporal
uma chicotada de vento
que estremeça as estrelas
desfaça mitos
e rasgue nevoeiros — escancarando sóis!

Manuel da Fonseca, in "Poemas Dispersos"

[2010/09/24]

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