Livros de Sofá: Ancoradouro, de Natacha Caldeira: É densa a neblina presente no meu olhar quando, absorta nos meus pensamentos, vagueio pelos lugares trágicos, dos naufrágios da minha t...
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Convido quem por aqui passar a vir tomar um chá.
Chá de autor, um por dia...
http://cha-das-cinco.blogs.sapo.pt/
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Todos merecemos ter sonhos e lutar por eles...
Desejo a todos quantos por aqui ainda tropecem, um 2013 cheio de Esperança. Não me perguntem porquê, mas eu sinto que vai ser um ano BOM! :)
Até já...
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... and then watch him go away without a goodbye...
Can you imagine anything that hurts more than this!?
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Sempre me disseste sermos um no outro. Eu sou tu e tu és eu, haja o que houver...
Sempre me disseste que o meu sentir era o teu sentir.
E sempre me disseste que quando eu sentisse algo em relação a nós, que saberia então que tu estarias, onde quer que te encontrasses, a sentir precisamente o mesmo que eu...
Como dói tão profundamente pensar que te possas estar a sentir assim...
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Hoje mudo-me para o sofá...
A minha alma não aguenta já o toque daqueles lençóis na minha memória. Tudo lhe aviva a recordação de altos vôos, de alcançar todos os cumes, até os mais inacreditáveis de atingir (principalmente ao nível do sentir)
Não aguento o contacto com a minha pele, das reminiscências dos cheiros, do palpitar das canções, das bebidas e das gargalhadas vividas sem limites. Não falo de sexo, falo de entrega, de partilha, de cumplicidade.
Hoje descobri um limite dos meus, não sei se este era um daqueles que buscávamos, não o creio.
Não tenho gritos, não tenho dedos que apontam acusatóriamente em nenhum sentido, tenho apenas lembranças tão boas e sentimentos tão grandes, que percebi agora este limite em mim tão castrador: o limite do entendimento, ou do não entendimento. Falamos de respeito e de confiança...
Não gosto de limites, mas hoje não suporto aquela cama, não suporto a dor compulsiva da realidade...
Já caí muitas vezes, e outras tantas vezes me levantei ... mas nunca tinha sido empurrada...
Estávamos tão alto...
Hoje mudo-me para o sofá ...
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... de pura genialidade. Parabéns Caetano!
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De ter a ser...
Eu lembro-me de quando apenas tinha mãe e ainda não era. Esses tempos, não tão longínquos assim, eram bem mais fáceis, limitava-me a ter mãe e a ser filha dela. Usufruía de uma cumplicidade subliminar, disparatava como só eu sei, reclamava dos pontos de vista mais sensatos por não encaixarem no meu espírito irreverente.
Hoje sou mãe, e este é um papel muito mais difícil, porque me obriga a domar a minha irreverência, indo ao encontro, afinal, do que me dizia a minha mãe, e por outro, tenho, graças a Deus, a minha mãe para me relembrar isso mesmo!
Sempre fiz valer os meus pontos de vista e os manifestei de forma assertiva, cheia de certezas. As certezas depressa se esvaíram quando tomei pela primeira vez o meu filho nos braços: não havia volta, e agora?
Filhos não trazem livro de instruções anexo. São seres únicos, enigmáticos que vamos lentamente descodificando, até percebermos a personalidade que trazem consigo.
Educação, a mãe educa, a mãe cuida. Certo, errado? No ser mãe vale essencialmente o instinto, o instinto protector sobre um ser que durante uns anos é totalmente dependente de nós, que precisa do nosso apoio, do nosso incentivo, do nosso amor. Ser mãe é ter a capacidade de encaixar um "és a pior mãe do mundo" quando contraria um qualquer capricho, ou a capacidade de se levantar da cama às 4 da manhã para ir ouvir um "Adoro-te mãe". Ser mãe, é sorrir quando nos apetece desabar em pranto, fazer cara feia quando nos apetece rir à gargalhada da piadola do garoto. É manter a calma quando eles estão doentes e dizer que vai passar, quando eles dizem que nunca vai passar.
Ser mãe é apaixonar-se todos os dias pelo mesmo ser, é calar para proteger, é agir para proteger, é tomar cada decisão pensando em primeiro lugar no filho. Mas mais importante, ser mãe é não deixar de ser mulher, e isso também para proteger o filho.
Ser mãe, é lutar todos os dias por ser melhor, é dizer não quando é preciso e mais que isso, é manter o não até ao fim. Ser mãe é deixá-los ir, vê-los aprender a voar e depois deixá-los ir, e esse treino deve começar desde cedo...
Ser mãe é para sempre, e mais além... e é tão BOM! E ter mãe também! :)
Um Obrigada imenso para a minha ...
Escrito para: Fábrica de Histórias
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