Livros de Sofá: Ancoradouro, de Natacha Caldeira: É densa a neblina presente no meu olhar quando, absorta nos meus pensamentos, vagueio pelos lugares trágicos, dos naufrágios da minha t...

12:23





Convido quem por aqui passar a vir tomar um chá.
Chá de autor, um por dia...

http://cha-das-cinco.blogs.sapo.pt/

[2013/02/20]



Todos merecemos ter sonhos e lutar por eles... 

Desejo a todos quantos por aqui ainda tropecem, um 2013 cheio de Esperança. Não me perguntem porquê, mas eu sinto que vai ser um ano BOM! :)

Até já...

[2012/12/30]





If I don't fall apart
Will my memory stay clear?
So you had to go
And I had to remain here
But the strangest thing to date
So far away and yet you feel so close
I'm not going to question it any other way
It must be an open door for you
To come back

[2012/09/21]

21:28



... and then watch him go away without a goodbye...

Can you imagine anything that hurts more than this!?

[2012/08/24]

00:12


Pedro Abrunhosa - Não desistas de mim


Sempre me disseste sermos um no outro. Eu sou tu e tu és eu, haja o que houver...
Sempre me disseste que o meu sentir era o teu sentir.
E sempre me disseste que quando eu sentisse algo em relação a nós, que saberia então que tu estarias, onde quer que te encontrasses, a sentir precisamente o mesmo que eu...

Como dói tão profundamente pensar que te possas estar a sentir assim...

[2012/08/11]

00:47


Estranho amor - Caetano Veloso e Maria Gadú


Hoje mudo-me para o sofá...
A minha alma não aguenta já o toque daqueles lençóis na minha memória. Tudo lhe aviva a recordação de altos vôos, de alcançar todos os cumes, até os mais inacreditáveis de atingir (principalmente ao nível do sentir)
Não aguento o contacto com a minha pele, das reminiscências dos cheiros, do palpitar das canções, das bebidas e das gargalhadas vividas sem limites. Não falo de sexo, falo de entrega, de partilha, de cumplicidade.
Hoje descobri um limite dos meus, não sei se este era um daqueles que buscávamos, não o creio. 
Não tenho gritos, não tenho dedos que apontam acusatóriamente em nenhum sentido, tenho apenas lembranças tão boas e sentimentos tão grandes, que percebi agora este limite em mim tão castrador: o limite do entendimento, ou do não entendimento. Falamos de respeito e de confiança...
Não gosto de limites, mas hoje não suporto aquela cama, não suporto a dor compulsiva da realidade...
Já caí muitas vezes, e outras tantas vezes me levantei ... mas nunca tinha sido empurrada...

Estávamos tão alto...

Hoje mudo-me para o sofá ...



[2012/08/09]


11:26



... de pura genialidade. Parabéns Caetano!

[2012/08/07]

10:44



Mais um dia de celebração, mais um dia em que parece que o sentimento me quer rasgar o peito por mais uma ausência silenciosa que me obriga a arrastar-me nos dias sem sentido, por dentro, e por fora a manter a carcaça aparentemente estável. 
Espero, e nem sei pelo que espero.

Dois anos passados sobre o nosso primeiro abraço, como queria senti-lo agora...

[2012/08/06]

23:39


Seal - Stand by me

Faço colecção de noites. Não existe uma que seja igual à que a precedeu, são todas diferentes. Umas mais escuras, outras mais estreladas, umas são frias, outras há que são encaloradas, outras ainda são amenas. Com brisas, sem brisas, noites tristes ou com alegria, mas de uma coisa não tenho dúvidas, todas e cada uma delas são cheias de magia.
Guardo-as em frascos na minha memória, e visito-as invariavelmente nos dias mais difíceis. Tenho noites de todas as cores da paleta e de todas as emoções do meu coração, mas tenho um frasco que permanece vazio...

Amo a noite, é por ela adentro que deixo os meus dedos falarem as palavras que me nascem na alma, é pela noite adentro que faço amor sob as estrelas em cama de sonhos. O abraço da noite entra-me na epiderme e  a sua energia percorre-me as veias e aflora na pele em forma de arrepio. 

Há noites que ainda não vivi, mas que trago na minha memória como um futuro saudoso. Têm sido dias tão intensos, que tenho aproveitado para vivê-los em pleno, talvez descurando um pouco as minhas noites. Outras noites inventei-as, não gosto da rotina ou do convencional, e por isso invento noites para mim, noites que me vestem a pele à medida. 

As noites para serem perfeitas não têm de ser iguais, noite após noite, pelo contrário. As noites perfeitas são as diferentes, tal como disse no início. Existe no entanto um ingrediente indispensável para uma noite perfeita, não existe no entanto a palavra perfeita para explicar qual é esse ingrediente porque não é nada palpável, não é tangível, apenas se pode sentir. Chamar-lhe-ei: morna-aragem-que-me-enche-a-alma-e-me-faz-sentir-viva! E, atenção, não é necessário estar na rua para sentir esta aragem, eu sinto-a bem dentro das minhas quatro paredes.

Foi por uma dessas noites adentro que me chegaste, sem eu esperar. E logo aí, a noite se encheu de dourados e a aragem nasceu cá dentro de mim, permitindo que as borboletas levantassem num voo nocturno único e inimaginável, provocando dentro do mim o perfeito caos. Misto de excitação e receio recheados de uma alegria inexplicável. Desde essa especial noite, muitas outras se passaram, nem todas tão mágicas assim, houve espaço para o cinzento e para as noites chuvosas de lágrimas salgadas, fazem parte eu diria, para um crescimento e um melhor entendimento da teoria da noite.

Sabes que te amo, todas as noites, não sabes? Todas as noites, desde aquela especial noite eu te amo no meu jeito próprio de amar, e guardo o frasco vazio, na esperança, que por mais que eu queira não me abandona, de guardar uma noite que não seja só minha, mas nossa...

Fica comigo... 

Escrito para: Fábrica de Histórias

[2012/05/27]


Agarrado a ti, vou sem hesitar, e se o chão desabar, que nos leve aos dois...


[2012/05/25]

23:56


Pedro Abrunhosa - Pontes entre nós


Depois, nada se extingue com a partida. [é assim que cantam as chamas dentro do meu peito]
No depois acendem-se de novo as ausências, como se em permanência me quisessem castigar - sorrio-lhes! - Porque não é disso que se trata.
Depois, chegas de novo e deixas-me continuar a sonhar. Para sonhar, embalo-me na tua pele como se quisesse os teus sonhos a papel químico no meu corpo. Sonha comigo os mesmos sonhos para que depois, retornemos ao plano das emoções longínquas, de todas as estradas que nos separam e de todas as pontes que existem entre nós.
Depois, retiro-me no odor inebriante do teu corpo e perpetuo o teu abraço de alma. E os meus olhos sorriem o sorriso mais puro da sintonia. É sempre assim, depois.
E depois, queima-se-me o corpo, arde-me a pele da falta e dentro do coração todos os pássaros acordam e levantam voo, e as veias que me riscam o ser quase desatam a chorar. [é assim que o sangue me corre cá dentro]
Depois, fico eu. [a tua...]
Depois, ficas tu. [o meu...]

Para sempre, depois...

[2012/05/11]

23:46





De ter a ser...


Eu lembro-me de quando apenas tinha mãe e ainda não era. Esses tempos, não tão longínquos assim, eram bem mais fáceis, limitava-me a ter mãe e a ser filha dela. Usufruía de uma cumplicidade subliminar, disparatava como só eu sei, reclamava dos pontos de vista mais sensatos por não encaixarem no meu espírito irreverente.
Hoje sou mãe, e este é um papel muito mais difícil, porque me obriga a domar a minha irreverência, indo ao encontro, afinal, do que me dizia a minha mãe, e por outro, tenho, graças a Deus, a minha mãe para me relembrar isso mesmo!
Sempre fiz valer os meus pontos de vista e os manifestei de forma assertiva, cheia de certezas. As certezas depressa se esvaíram quando tomei pela primeira vez o meu filho nos braços: não havia volta, e agora?
Filhos não trazem livro de instruções anexo. São seres únicos, enigmáticos que vamos lentamente descodificando, até percebermos a personalidade que trazem consigo. 
Educação, a mãe educa, a mãe cuida. Certo, errado? No ser mãe vale essencialmente o instinto, o instinto protector sobre um ser que durante uns anos é totalmente dependente de nós, que precisa do nosso apoio, do nosso incentivo, do nosso amor. Ser mãe é ter a capacidade de encaixar um "és a pior mãe do mundo" quando contraria um qualquer capricho, ou a capacidade de se levantar da cama às 4 da manhã para ir ouvir um "Adoro-te mãe". Ser mãe, é sorrir quando nos apetece desabar em pranto, fazer cara feia quando nos apetece rir à gargalhada da piadola do garoto. É manter a calma quando eles estão doentes e dizer que vai passar, quando eles dizem que nunca vai passar.
Ser mãe é apaixonar-se todos os dias pelo mesmo ser, é calar para proteger, é agir para proteger, é tomar cada decisão pensando em primeiro lugar no filho. Mas mais importante, ser mãe é não deixar de ser mulher, e isso também para proteger o filho.
Ser mãe, é lutar todos os dias por ser melhor, é dizer não quando é preciso e mais que isso, é manter o não até ao fim. Ser mãe é deixá-los ir, vê-los aprender a voar e depois deixá-los ir, e esse treino deve começar desde cedo...


Ser mãe é para sempre, e mais além... e é tão BOM! E ter mãe também! :)


Um Obrigada imenso para a minha ...


Escrito para: Fábrica de Histórias


[2012/05/06]

A Torre de Babel (1563), Pieter Bruegel

Trapézio - Jorge Palma

Tristes daqueles que do alto da sua presunção julgam ter o mundo a seus pés. Vão subindo sem olhar a meios, cegos para os demais, intocáveis. Mas no fundo, na realidade, erguem castelos feitos de barro e que uma chuvada mais intensa depressa leva por terra. Pode até levar o seu tempo, mas nas construções da mais apurada engenharia, como no carácter de cada um e na forma de se relacionar com os outros, são os alicerces o ponto fundamental, a base de sustentação de um edifício, ou de uma relação. 
Humildade, palavra desconhecida de tantos e que leva tantos outros no caminho certo, embora talvez mais demorado, mais duro, mais exigente, mas tão mais compensador. Quem não conhece a humildade conhece bem o orgulho, a soberba. Querer ser bom, ou o melhor não é só por si um defeito, se houver humildade. 
Acredito por isso que tudo o que construí, e que aos olhos dos que constroem torres de Babel é nada, são os alicerces mais sólidos e não corrosíveis que a minha ingenuidade e, no entanto, perseverança, se orgulham de ter construído. Poderei não ter passado ainda dos alicerces, é verdade, mas não tenho pressa de chegar ao topo, não antes de ter aprendido a voar melhor...

Escrito para: Fábrica de Histórias

[2012/04/29]






Vamos, meu amor ?? :))

[2012/04/24]

23:33


Rosana - A fuego lento


Em abril da minha alma somos conquista e celebração.
Ressurgimos da névoa invernal, infernal, juntos. É a nossa revolução, positiva.
Crescemos, aprendemos e vivemos mais intensamente que nunca o que de nós brota de uma forma tão pura.
Como a flor de Lótus, enlevamo-nos espiritualmente e desabrochamos o nosso amor renovado nesta primavera. É mais um passo, mais um degrau que na escadaria dos afectos subimos.
Deixamos para trás a escuridão que nos ensombrou os dias, e vivemos o abril em nós. Momentos, eternos momentos de cumplicidade que renovam esperanças perdidas e reforçam os laços criados por algo maior.
Abril é cor, é vida, são todos os elementos da  natureza em convivência mais ou menos harmoniosa. Abril é sinónimo da purificação do corpo e da mente, da superação dos nossos medos, das nossas dúvidas, é um nascer ou renascer com uma beleza mais lúcida. Abril tem o som dos kissanges e as fogueiras acesas nas noites de luar num fogo lento delicioso, tem borboletas na barriga e em volta das flores, arco-íris, tesouros e andorinhas.
Abril tem amor no azul do céu, paixão no vermelho das chamas, e esperança no verde dos campos.
Abraça-me em abril da minha alma, e beija-me na melodia que nos embala, ama-me simplesmente porque …

… é abril…


[2012/04/22]